O álbum autointitulado do Metallica, lançado em 1991 e conhecido como “Black Album”, chegou a 850 semanas na The Billboard 200, principal parada de álbuns dos Estados Unidos. Apenas quatro trabalhos alcançaram esse número em toda a história da lista. Os demais são “The Dark Side of the Moon”, do Pink Floyd, e as coletâneas “Legend”, de Bob Marley & The Wailers, e “Greatest Hits”, do Journey.
Na atualização mais recente, o disco também aparece em outras duas paradas. Ocupa o 9º lugar no Top Hard Rock Albums e o 41º no Top Rock & Alternative Albums.
Quinto álbum de material inédito do grupo, “Metallica” marcou uma mudança na sonoridade da banda e o início da parceria com o produtor canadense Bob Rock. O trabalho utilizou, pela primeira vez, três afinações: mi, mi bemol e ré.
A orientação mais sombria e reflexiva das faixas se relacionava também ao momento vivido pelos integrantes. Três dos quatro músicos passaram por divórcios durante o período de produção; James Hetfield foi a exceção.
Outra alteração no método de composição envolveu Kirk Hammett e Jason Newsted. Até então, Hetfield e Lars Ulrich concentravam esse processo, mas os dois passaram a incluir os colegas no desenvolvimento das canções, com o objetivo de aproximar o resultado do desempenho ao vivo.
“Metallica” vendeu cerca de 31 milhões de cópias em todo o mundo e é apontado como o disco mais comercializado das últimas três décadas em qualquer gênero musical.

