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Neil Peart recriou sons de Count Basie para aperfeiçoar solo de bateria

O baterista recusou usar samples de outra pessoa e refez acordes de metais com um Synclavier para obter o resultado desejado.

Neil Peart recriou sons de Count Basie para aperfeiçoar solo de bateria

Neil Peart levou a preocupação com a composição e a precisão a uma solução incomum durante a preparação de seu solo em A Show of Hands: em vez de usar diretamente uma gravação de Count Basie, recriou os sons de metais em estúdio.

O trecho do solo combinava bateria acústica, pads eletrônicos, samples e referências musicais que ultrapassavam o rock. A ideia inicial era disparar ao vivo os ataques de metais retirados de um CD de Basie. Peart, porém, não se sentia confortável em empregar sons de outra pessoa no disco.

“Eu tinha sampleado os ataques de metais do CD e os disparava ao vivo, mas não me sentia bem usando os sons de outra pessoa no nosso disco”, explicou o baterista à Modern Drummer. Ele dizia seguir um código moral próprio em relação aos samples e preferia produzir os sons que usaria.

A recriação em estúdio

Para substituir a gravação original, Peart analisou os acordes presentes nos samples e refez seus intervalos sinteticamente com um Synclavier. O procedimento preservou a função musical dos ataques de metais sem reproduzir diretamente um trecho da gravação de Basie.

“Consegui todos os intervalos que queria e acabou soando lindo”, afirmou Peart. O trabalho também, segundo ele, eliminou a culpa associada ao uso de material alheio, já que os samples foram criados por ele.

Na execução ao vivo, os ataques eram acionados por pads Simmons e até por um pedal. Os disparos eram sincronizados com os pratos para que os elementos soassem juntos com exatidão, conforme a descrição da Far Out.

A escolha revela uma concepção de solo que não se limitava à velocidade ou à dificuldade técnica. Na mesma entrevista, Peart disse que já não buscava impressionar a si próprio nem aos outros. Seu objetivo era se desafiar e descobrir o que cada música exigia — inclusive quando isso significava reconstruir um acorde de metais em vez de simplesmente copiar o original.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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