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Palavrão no fim das músicas teria afastado Raimundos das rádios, diz Digão

Vocalista afirma que os Mamonas Assassinas preservaram o humor das letras sem incluir termos que levassem as emissoras a cortar as faixas.

A presença de palavrões no encerramento de algumas músicas teria reduzido as chances de sucesso do Raimundos nas rádios, segundo Digão. Em entrevista ao Lado Podcast, o vocalista afirmou que os Mamonas Assassinas encontraram uma maneira mais eficiente de manter o humor e a malícia nas letras sem provocar cortes na programação.

Para Digão, as duas bandas tinham graça própria. A diferença, na avaliação dele, estava no modo como construíam as canções. O Raimundos inseria um palavrão e encerrava a faixa com ele; já os Mamonas mantinham a irreverência sem recorrer a uma palavra que pudesse impedir a execução radiofônica.

“Eles tiraram o palavrão, aquele palavrão que chegava no final”, disse o músico, ao explicar por que considera que o grupo paulista foi mais estratégico na relação com as emissoras.

A cronologia entre as bandas

A comparação ganhou força porque os Raimundos surgiram antes dos Mamonas Assassinas, embora tenham sido percebidos por parte do público como seguidores do grupo que alcançou sucesso depois. A banda de Brasília existe desde 1987 e lançou seu primeiro disco em 1994, um ano antes da estreia dos Mamonas.

Digão também relatou ter ouvido uma história envolvendo a gravadora Deck. Uma pessoa ligada à empresa teria mostrado o trabalho dos Raimundos ao pai, que não se interessou naquele momento. Depois que a banda de Brasília obteve êxito e os Mamonas apareceram, esse pai teria decidido aproveitar a nova oportunidade.

“Acabou que todo mundo achava que a gente ia na onda dos Mamonas. Não, foi o contrário. O Raimundos veio primeiro”, afirmou Digão.

Na entrevista, o vocalista disse ainda que o Raimundos atravessa um de seus melhores momentos. De acordo com ele, a banda vem sendo chamada para os principais festivais do país e conserva uma base de fãs muito engajada nas redes sociais.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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