A série documental sobre os Raimundos ampliou o público da banda, mas não contemplou, na avaliação de Digão, nomes e períodos importantes da trajetória do grupo. Em conversa com o Lado A Podcast, o vocalista afirmou que a produção também deixou de abordar a fase atual da formação.
Digão citou Viviane, sua esposa, entre as ausências. Segundo ele, ela teve participação direta na reaproximação entre o músico e Rodolfo. Muniz e Leco também não teriam sido incluídos como ele esperava. Leco, conforme relatou, era responsável por carregar equipamentos com Digão em Brasília.
O vocalista ainda questionou o espaço concedido a pessoas que, em sua avaliação, permaneceram pouco tempo nos Raimundos. Ele defendeu o empresário Denis, que considera injustiçado, e mencionou as reclamações de fãs sobre a falta de atenção à etapa mais recente da banda.
Entre a crítica e o saldo positivo
Embora tenha apontado lacunas, Digão elogiou a realização do documentário. A série, composta por cinco episódios, foi considerada tecnicamente bem executada pelo músico, que atribuiu o trabalho a Daniel. “O documentário, tecnicamente, eu achei ele muito bom”, declarou.
Digão disse ainda que não aproveitou a produção para expor antigos companheiros, apesar de afirmar que teria histórias para contar. Na visão dele, o documentário tentou apresentá-lo como vilão. Ao comentar sua atuação nos momentos difíceis da trajetória do grupo, afirmou: “Quem faz o trabalho sujo é sempre o vilão”.
Para o vocalista, a produção teve efeito positivo ao apresentar os Raimundos a uma nova geração e contribuir para uma renovação significativa do público. Ele resumiu essa percepção dizendo que quem tenta atrapalhar acaba ajudando.
Digão também afirmou que a banda atravessa um dos melhores momentos de sua história, especialmente pela relação entre os integrantes. Essa qualidade no relacionamento, segundo ele, nunca havia existido antes.


