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Rob Halford revela a dimensão pessoal de “Beyond the Realms of Death”

Vocalista do Judas Priest relaciona a faixa de 1978 a isolamento, rejeição e à dificuldade de assumir a própria sexualidade.

Rob Halford revela a dimensão pessoal de “Beyond the Realms of Death”
Foto: Ross Halfin - Sony Music

Uma das músicas mais conhecidas do Judas Priest, “Beyond the Realms of Death”, foi associada por Rob Halford a sentimentos de isolamento vividos quando ele ainda escondia a própria sexualidade. A faixa integra o álbum “Stained Class”, de 1978, e nasceu, segundo o vocalista, de uma angústia ligada ao processo de crescer e tentar encontrar um lugar no mundo.

Em entrevista à Classic Rock, Halford dividiu o crédito da composição com o guitarrista Glenn Tipton, responsável pelo solo da música. O cantor também explicou que a letra retrata um homem levado ao limite, que procura refúgio dentro da própria mente. “É sobre isolamento e rejeição, uma sensação de escuridão”, afirmou.

Halford contou que sabia ser gay desde a infância e que os integrantes da banda aceitavam sua orientação. Fora do grupo, porém, o contexto era diferente. No Reino Unido de 1977, a homossexualidade havia sido descriminalizada fazia dez anos, e eram poucos os músicos assumidos.

Letras como espaço de ocultamento

A experiência também atravessou “Raw Deal”, lançada no álbum “Sin After Sin”. A canção trata de bares gays de Fire Island, em Nova York, embora Halford nunca tivesse visitado o lugar. A narrativa foi construída a partir da imaginação, com referências a um bar, bourbon, homens vestidos de couro e jeans. A letra termina com o provérbio “Love knoweth no laws”, atribuído a John Lyly, dramaturgo inglês do século 16.

Outra composição associada à solidão é “Here Comes the Tears”, balada que Halford já descreveu como um retrato de si mesmo aos 26 anos, em meio à autopiedade. O vocalista ressaltou que as letras funcionavam como manifestações indiretas de sua identidade, sem que ele apresentasse uma intenção explícita de transformar a banda em instrumento pessoal.

No fim dos anos 1970, o visual de couro preto e cota de malha do Judas Priest se tornou uma marca do heavy metal e também ofereceu a Halford uma forma de se esconder à vista de todos. Mais tarde, ele assistiu ao documentário “The Ballad of Judas Priest” ao lado do marido, Thomas, durante o Festival de Berlim. A experiência, disse, reuniu risadas, lágrimas e outras emoções ligadas à trajetória da banda.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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