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Roger Waters criticou o cinema de ação e buscou emoção nas histórias

Em 1992, o músico afirmou preferir filmes com conflitos humanos a produções centradas em Arnold Schwarzenegger, Sylvester Stallone e Bruce Willis.

Roger Waters criticou o cinema de ação e buscou emoção nas histórias
Foto: Kate Izor - Sony Music

Roger Waters associava a experiência artística à capacidade de provocar uma reação emocional duradoura. Em uma entrevista de 1992, durante a divulgação de Amused to Death, o músico levou esse critério ao cinema e rejeitou o modelo de ação protagonizado por Arnold Schwarzenegger, Sylvester Stallone e Bruce Willis.

Ao falar sobre os filmes que o interessavam, Waters mencionou Ladrões de Bicicleta e Rocco e Seus Irmãos. As duas obras, segundo ele, apresentavam personagens atravessados por sentimentos e conflitos reais — elementos que contrastavam com o que identificava como uma produção cinematográfica previsível.

“Quando vou ao cinema, não quero ver Bruce Willis. Estou de saco cheio de toda essa porcaria. Quero ser tocado por alguma coisa”, afirmou o ex-integrante do Pink Floyd. A declaração expressava sua insatisfação com filmes que, em sua avaliação, ofereciam apenas distração.

Cinema e construção musical

Waters também descreveu parte do cinema contemporâneo como “modista e formulado”. Ele dizia querer deixar uma sessão abalado pelo que havia acabado de assistir, em vez de encontrar personagens que considerava desprovidos de densidade.

Questionado sobre o cinema de ação daquele período, resumiu sua posição: “Eu não poderia estar menos interessado em Arnold Schwarzenegger, Sylvester Stallone ou Bruce Willis, ou naquela bobagem de filmes de ação”. Para o músico, os personagens desse tipo de produção eram “completamente sem sentido” e se aproximavam de caricaturas.

A mesma busca por unidade aparecia na forma como Waters trabalhava seus discos. Ele não se interessava por reunir canções isoladas, preferindo construir narrativas com efeitos sonoros, transições e uma estrutura capaz de conduzir o ouvinte do início ao fim.

Em 1992, os três atores estavam entre os principais símbolos do blockbuster de ação americano. Waters, por sua vez, procurava no cinema uma combinação semelhante à que exigia da música: personagens reconhecíveis, carga emocional e histórias capazes de permanecer na reflexão do público depois da sessão.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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