Tuomas Holopainen, tecladista do Nightwish, escolheu John Williams como o maior compositor de trilhas sonoras de todos os tempos. A seleção foi apresentada em uma entrevista à Chaoszine, na qual o músico finlandês organizou seu Top 5 e afirmou que a escolha do primeiro lugar era a mais evidente.
Holopainen associou a importância de Williams à força reconhecível de trabalhos como Star Wars, Indiana Jones, E.T., Tubarão e A Lista de Schindler. Para ele, os temas compostos pelo músico estão entre os mais conhecidos do mundo, superando, nesse aspecto, referências como os Beatles e Andrew Lloyd Webber.
O segundo nome foi Thomas Newman. Holopainen destacou as trilhas de Beleza Americana, Um Sonho de Liberdade e À Espera de um Milagre, que, em sua avaliação, alteraram os rumos da música para cinema e influenciaram outros compositores de Hollywood. Ele também ressaltou o estilo próprio de Newman, descrito como singular, reconhecível e de grande beleza.
Hans Zimmer ficou em terceiro. Entre as contribuições do compositor, o tecladista apontou o uso de instrumentos de corda como elementos percussivos. A trilha de Gladiador foi citada como uma das mais grandiosas e bonitas já criadas. Também apareceram na conversa Batman: O Cavaleiro das Trevas, Interestelar e Maré Vermelha. Holopainen contou ainda que assistiu a dois shows de Zimmer, em Praga e em Helsinque.
Vangelis ocupou a quarta posição, embora pudesse estar mais acima caso não tivesse assinado trabalhos que Holopainen classificou como fracassos, entre eles Alexandre e El Greco. O músico apontou 1492: A Conquista do Paraíso, do filme de Ridley Scott, como possivelmente a melhor trilha sonora já composta. Também mencionou Blade Runner e Carruagens de Fogo.
A última escolha foi James Horner. Holopainen disse ter considerado outro nome antes de se decidir pelo compositor, associado por ele à maior parte das trilhas dos filmes de James Cameron. Entre suas preferidas, citou Willow: Na Terra da Magia. A resposta termina com a defesa de um trabalho de Horner que, segundo o texto da entrevista, costuma provocar opiniões divididas.


