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A última gravação de Janis Joplin nasceu de uma criação improvisada

“Mercedes Benz” foi composta em um bar, apresentada horas depois e registrada a cappella pouco antes da morte da cantora.

A última gravação de Janis Joplin nasceu de uma criação improvisada

“Mercedes Benz” surgiu em uma situação informal e foi registrada no estúdio poucos dias antes da morte de Janis Joplin. A canção começou a ser criada em agosto de 1970, em um bar de Port Chester, perto de Nova York, quando a cantora se preparava para se apresentar com a Full Tilt Boogie Band.

Janis estava com Bob Neuwirth, compositor e produtor, e outros amigos. A frase central, “Oh Lord, won't you buy me a Mercedes Benz”, foi adaptada de um pequeno poema de Michael McClure. Patti Smith, que também estava no bar, recordou que os presentes batiam canecas de cerveja na mesa enquanto os versos eram desenvolvidos.

Janis escreveu o primeiro verso e criou também a passagem sobre uma televisão colorida. Neuwirth anotou as ideias em guardanapos com uma caneta esferográfica, colaborou com algumas palavras e participou da elaboração do terceiro verso.

A composição passou rapidamente da mesa do bar para o palco. Cerca de uma hora depois, Janis cantou a música no Capitol Theatre. Antes da apresentação, disse ao público que a havia acabado de escrever “no bar da esquina”. A execução ocorreu sem arranjo pronto e sem uma preparação específica da banda.

Registro em estúdio

A gravação conhecida foi feita em 1º de outubro de 1970, durante as sessões de Pearl. Janis registrou “Mercedes Benz” a cappella, em uma única tomada, quando os demais músicos não estavam no estúdio.

Três dias depois, em 4 de outubro, Janis Joplin morreu aos 27 anos. A faixa foi incluída em Pearl, lançado postumamente em janeiro de 1971. Bob Neuwirth afirmou anos mais tarde que talvez a canção não entrasse no álbum caso Janis tivesse sobrevivido para concluir o trabalho.

Sem banda e com uma execução vocal desacompanhada, a gravação manteve a estrutura criada no bar: uma canção construída a partir de improvisação, humor e poucos elementos musicais.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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