Cultura com voz
Música

Como nasceu o rótulo para fãs da fase clássica do Sepultura

A expressão se refere à preferência pela formação com Max e Iggor Cavalera, responsável por alguns dos discos mais celebrados da banda.

Como nasceu o rótulo para fãs da fase clássica do Sepultura

A expressão “viúva dos Cavalera” identifica, em tom geralmente jocoso ou provocativo, fãs que mantêm forte preferência pela formação inicial do Sepultura, período associado aos irmãos Max e Iggor Cavalera. Em alguns casos, o rótulo é usado para caracterizar quem não reconhece a configuração posterior do grupo como legítima.

A origem do termo está ligada à ruptura ocorrida em dezembro de 1996, quando Max deixou o Sepultura após conflitos com os demais integrantes, entre eles seu irmão Iggor, baterista da banda. A separação aconteceu durante a turnê de “Roots”, álbum lançado dez meses antes.

A formação associada aos clássicos

A preferência por essa fase se relaciona ao conjunto de discos lançado enquanto os irmãos estavam no grupo. Entre eles estão “Beneath the Remains” (1989), “Arise” (1991), “Chaos A.D.” (1993) e “Roots”. Por reunir uma parcela significativa dos trabalhos mais celebrados do Sepultura, esse período se tornou a principal referência para muitos admiradores.

A saída de Max não representou apenas a troca de um vocalista para esse público. A mudança também marcou uma transformação na identidade sonora do grupo. Derrick Green assumiu o posto, enquanto Max fundou o Soulfly em 1997. O Sepultura passou por alterações em sua sonoridade, em um processo criativo que teve o guitarrista Andreas Kisser como figura central.

Iggor permaneceu no Sepultura até 2006. Depois, passou a trabalhar com o irmão no Cavalera Conspiracy. A separação entre Max e os demais integrantes, porém, continuou sendo retomada em revistas, podcasts e outros meios de comunicação quase 30 anos depois do ocorrido.

O Sepultura depois dos Cavalera

A banda manteve o nome em evidência nas décadas seguintes, com shows em vários lugares do mundo e novos discos. Entre os lançamentos está “Quadra” (2020), apontado como o último álbum de estúdio e descrito como um trabalho que recebeu muitas críticas positivas.

A trajetória do Sepultura está próxima do fim. A última apresentação foi marcada para o dia 7 de novembro, no Suhai Music Hall, em São Paulo. Krisiun, Sacred Reich e Metal Allegiance participarão do evento. Os irmãos Cavalera não estão previstos na programação.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.