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ANTT autoriza testes de radares de velocidade média em oito estados

Projeto-piloto terá duração de 180 dias, sem autuações, e avaliará equipamentos, dados e comportamento dos motoristas.

ANTT autoriza testes de radares de velocidade média em oito estados
Foto: Divulgação/Ecovias Minas Goiás

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou testes com radares capazes de calcular a velocidade média dos veículos em trechos de rodovias de oito estados. A avaliação será realizada durante 180 dias, com possibilidade de prorrogação, conforme a Superintendência de Infraestrutura Rodoviária (Surod).

Os testes ocorrerão no Espírito Santo, na BR-101; em Goiás, na BR-414; em Mato Grosso do Sul, na BR-163; e em Minas Gerais, nas BR-050, BR-040, BR-381 e BR-116. Também foram incluídos trechos do Paraná — PR-444, PR-862, BR-163/PR, BR-277/PR e PR-151 —, do Rio de Janeiro — BR-101, incluindo a Ponte Rio-Niterói, e BR-116 —, do Rio Grande do Sul, na BR-386, e de Santa Catarina, na BR-101.

A Surod informou que o projeto-piloto servirá para verificar a “confiabilidade dos dados, o funcionamento dos equipamentos, o comportamento dos usuários e o desempenho da operação”. A concessionária responsável deverá enviar mensalmente os resultados à superintendência. Durante o período de testes, a velocidade média registrada não dará origem a autuação ou penalidade.

Como funciona o monitoramento

O sistema usa dois pontos de controle, instalados nas extremidades do trecho analisado. Câmeras com tecnologia de leitura automática de placas registram o horário e a velocidade na passagem pelo primeiro ponto e repetem o procedimento no segundo. Com essas informações, uma ferramenta de inteligência artificial calcula a velocidade média do veículo e verifica se o deslocamento ocorreu sem ultrapassar o limite estabelecido.

A tecnologia já é utilizada em países como Itália e Portugal. O modelo busca impedir que o motorista reduza a velocidade apenas ao passar por um radar fixo, cuja localização pode ser conhecida ou informada pelo GPS do veículo.

Dados da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) e do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV) indicam que cerca de 90% dos sinistros no Brasil estão relacionados à falha humana. O excesso de velocidade é apontado como componente relevante nos impactos dos acidentes.

Em São Paulo, o Departamento de Estradas de Rodagem acompanha os estudos, mas ainda não iniciou testes ou projetos-piloto em rodovias sob sua gestão. Na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 2.789/2023, apresentado pelo deputado Jilmar Tatto (PT), foi encaminhado em março à Comissão Especial sobre Alteração do Código de Trânsito Brasileiro. Ainda não há data para votação em plenário.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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