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CPMI do INSS avalia pedir prisão de empresário que ficou em silêncio

Domingos Sávio de Castro foi questionado sobre empresas e transferências ligadas ao esquema que teria desviado mais de R$ 500 milhões de beneficiários.

Os negócios suspeitos de Domingos Sávio: meio bilhão no assalto aos aposentados

A CPMI do INSS anunciou que avalia pedir a prisão preventiva do empresário Domingos Sávio de Castro, que permaneceu em silêncio diante de perguntas sobre empresas, entidades associativas e transferências financeiras investigadas na comissão. O esquema teria desviado mais de R$ 500 milhões de aposentados, pensionistas e órfãos.

A oitiva ocorreu nesta terça-feira (28), das 12h12 às 17h59, sob a presidência de Carlos Viana (PODEMOS-MG) e com questionamentos do relator, Alfredo Gaspar (UNIÃO-AL). Castro já foi condenado em primeira instância por organização criminosa em um processo de 2019, decisão da qual recorreu à segunda instância.

Empresas e entidades sob questionamento

O depoimento começou com perguntas sobre a Callvox, empresa de propriedade de Castro, criada em maio de 2022. Gaspar chamou atenção para o fato de a companhia ter sido fundada um mês depois de a Unaspub — União Nacional de Auxílio aos Servidores Públicos — celebrar um acordo de cooperação técnica com o INSS, em 27 de abril de 2022.

Castro afirmou que a Callvox era exclusiva da Unaspub e prestava serviço de atendimento ao cliente para a entidade. Disse ter conhecido, em Belo Horizonte, uma administradora da Unaspub identificada como Janete. Também mencionou Antônio Lúcio, que vendia produtos de benefícios em Brasília.

O empresário confirmou ainda sua participação de 33% na ACDS Call Center. Os 67% restantes, segundo ele, pertenciam à Prospect, empresa associada a Antônio Carlos Camilo, conhecido como Careca do INSS. Castro negou que Camilo tivesse participação na Callvox, mas reconheceu que os dois foram criados na Cidade Satélite do Guará, em Brasília.

A relação com a DM&H Assessoria Empresarial foi o ponto em que Castro passou a invocar o direito ao silêncio por orientação de sua advogada, Renata Mota de Carvalho. Ele não respondeu sobre os sócios da empresa, o recebimento de R$7 milhões, a relação com a Prospect — da qual teria recebido “quase R$3 milhões” — nem o envio de R$1,5 milhão para Adelino Rodrigues Junior.

Também ficaram sem resposta perguntas sobre a Abrasprev, o rendimento mensal do depoente antes de 2022, suas empresas nos últimos dez anos, a participação de um contador da Callvox em outros negócios e sua atuação como procurador da Abapen. A comissão questionou ainda os R$100 milhões retirados pela entidade após o acordo com o INSS e um documento protocolado no instituto em 2023/2024.

Transferências e reação do relator

Castro confirmou que Adelino Rodrigues Junior havia sido seu funcionário, com salário de R$5 mil por mês. Negou conhecer Thaisa Hoffmann, esposa do Procurador-Geral do INSS, embora Gaspar tenha afirmado que Adelino teria enviado R$59 mil a ela. O empresário disse não saber quem indicou Adelino como procurador da CBPA nem se ele movimentava os R$221 milhões recebidos pela entidade.

O relator apresentou um gráfico que, segundo sua descrição, conectava Castro, Camilo e diferentes entidades. A CBPA teria retirado R$221 milhões; a Abrasprev, R$67 milhões. A Prospect teria enviado a Castro R$511 mil, R$1.621 milhão e R$895 mil. A DM&H teria transferido R$7 milhões, enquanto a ACDS teria enviado R$1.6 milhão e a Callvox, R$1.2 milhão.

Gaspar estimou em mais de R$500 milhões o total desviado de aposentados e pensionistas e classificou o caso como um “roubo bilionário”. Ele afirmou que pretende solicitar a prisão preventiva de Castro por garantia da ordem pública, aplicação da lei penal e conveniência da instrução criminal.

Durante a sessão, Castro também confirmou que a ACDS Call Center representava Antônio Carlos Camilo e Domingos Sávio. Informou que a D&C Corretora de Seguros foi fundada em 12 de maio de 2016 e que Raquel Felix Teixeira é funcionária da Callvox. Negou ter viajado para o exterior com Camilo ou ter se reunido com presidentes do INSS.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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