HOUSTON — Uma decisão judicial emitida oito horas antes do homicídio restringiu o contato de Cibelle Kubala com a filha, Vivian, nos Estados Unidos. A brasileira foi proibida de falar com a menina em português, exceto quando houvesse um supervisor que dominasse o idioma, e também não poderia participar de apresentações escolares ou atividades extracurriculares da criança.
A determinação ocorreu no contexto de uma disputa de guarda entre Cibelle e o ex-marido, o advogado Aaron Savella. A decisão ainda estabeleceu que ela deveria pagar pensão alimentícia ao ex-marido e metade das despesas médicas da filha que não fossem cobertas pelo plano de saúde.
O caso
Na última terça-feira, 29, Cibelle foi ao condomínio onde morava, em Houston, no Texas, poucas horas depois de Aaron obter judicialmente a guarda de Vivian. Segundo a polícia, ela teria atirado na filha e depois disparado contra si mesma.
Vivian sofreu um único ferimento de bala e morreu no local, de acordo com o tenente Larry Crowson, da polícia de Houston. Cibelle foi levada ao hospital em estado crítico, mas morreu um dia depois.
A menina deveria ser entregue ao pai na noite do crime. Além de Cibelle, estavam na residência o companheiro dela, Greg Kubala, e uma babá. Aaron afirmou que a “família está devastada”.
Cibelle e Aaron estavam em litígio desde 2022, quando ela apresentou os documentos do divórcio. O processo foi concluído em 2024. Depois disso, os dois fizeram pedidos de medidas protetivas um contra o outro, conforme registros judiciais.
Onde buscar ajuda
Pessoas em sofrimento psíquico ou preocupadas com alguém podem procurar o Centro de Valorização da Vida (CVV), que oferece apoio emocional gratuito 24 horas por dia pelo telefone 188, por e-mail e por chat.
O Canal Pode Falar, iniciativa do Unicef, oferece escuta a adolescentes e jovens de 13 a 24 anos pelo WhatsApp, de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h. Os Centros de Atenção Psicossocial (Caps), unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), também atendem pacientes com transtornos mentais.


