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Isidória de Almeida Barbosa, a mulher que batiza terminal de Goiânia

Homenagem começou na praça central do Setor Pedro Ludovico e foi incorporada ao terminal instalado em 1976.

Isidória de Almeida Barbosa, a mulher que batiza terminal de Goiânia
Foto: Divulgação/Prefeitura de Goiânia

O nome do Terminal Isidória, no Setor Pedro Ludovico, homenageia Isidória de Almeida Barbosa, uma das pioneiras da área onde o bairro se formou. Antes de identificar uma estrutura do transporte coletivo, o nome foi oficializado para a praça central situada entre as avenidas 1ª, 2ª, 3ª e 4ª Radial.

A denominação da praça foi estabelecida pela Lei nº 4.559, de 20 de maio de 1972, sancionada pelo então prefeito Manoel dos Reis Silva. A publicação apareceu no Diário Oficial do Município de 20 de junho daquele ano. Isidória havia morrido seis anos antes, em 6 de janeiro de 1966.

O terminal só seria instalado naquele ponto em 1976. A estrutura reforçou uma homenagem que já existia e fez com que o primeiro nome de Isidória permanecesse no uso cotidiano, enquanto o sobrenome completo — de Almeida Barbosa — deixou de ser utilizado com frequência.

A vida de Isidória

Registros históricos indicam que Isidória nasceu em Barreirinhas, na Bahia. Era filha de Faustino Rodrigues e Maria Alves de Almeida. Em 27 de novembro de 1926, casou-se com João Pereira Barbosa e passou a usar o sobrenome do marido.

O casal se estabeleceu na área que posteriormente se tornaria o Setor Pedro Ludovico. Isidória participou da atividade comercial mantida pela família e trabalhava no atendimento do estabelecimento do casal. Sua trajetória ficou associada à formação daquela comunidade, em uma região que ainda passava por consolidação urbana quando ela morreu.

Um bairro fora do plano original

Pesquisa das arquitetas e urbanistas Thatiane Luiza de Castro e Silva e Sandra Catharinne Pantaleão Resende, publicada em 2023, mostra que o Setor Pedro Ludovico não fazia parte do planejamento inicial de Goiânia. A ocupação começou a partir dos anos 1940, com a chegada de migrantes e a formação de moradias em áreas pertencentes ao Estado.

Parte da regularização fundiária ocorreu nos anos 1950 e 1960. Inicialmente associado à antiga Fazenda Macambira, o bairro começou como uma área periférica, com pouca infraestrutura. Com a expansão da capital, passou a desempenhar papel importante no crescimento de Goiânia em direção ao sul e ao sudoeste, além de contribuir para a aproximação com Aparecida de Goiânia.

No início dos anos 1970, a Praça Isidória já concentrava comércio e serviços destinados aos moradores. A Avenida T-63 também se firmava como eixo de crescimento. A localização ajudou a explicar a escolha do endereço para a instalação do terminal.

O terminal e a transformação da região

O Terminal Isidória foi implantado como parte do Plano de Desenvolvimento Integrado do Transporte Coletivo, ligado ao Plano de Desenvolvimento Integrado de Goiânia, elaborado pelo arquiteto e urbanista Jorge Wilheim entre 1967 e 1969.

O estudo acadêmico publicado em 2023 considera que a instalação do terminal estimulou o desenvolvimento do Setor Pedro Ludovico e ampliou sua conexão com outras áreas da cidade. A mudança não se limitou ao transporte: investimentos em infraestrutura acompanharam a expansão da região e favoreceram a verticalização nas proximidades da Avenida T-63, incluindo os setores Bela Vista e Nova Suíça.

Ao longo do tempo, o sistema de transporte coletivo foi reformulado, e o endereço passou a integrar o corredor do BRT Norte-Sul. A antiga estrutura deu lugar a um terminal maior e modernizado, mas o nome foi preservado.

A praça, o bairro e o sistema de transporte mudaram, enquanto a denominação permaneceu ligada ao mesmo ponto de Goiânia. O nome de Isidória, oficializado para a praça em 1972 e incorporado ao terminal em 1976, atravessou as transformações do Setor Pedro Ludovico e continua associado à região.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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