O heavy metal nasceu, como marco histórico, em 13 de fevereiro de 1970, quando o Black Sabbath lançou seu primeiro álbum, homônimo. O disco combinava guitarras pesadas, atmosferas carregadas e batidas intensas, elementos que ajudaram a definir o estilo.
Ao longo do tempo, o gênero se ramificou em dezenas de vertentes. Agressividade, melodia e temas das letras passaram a orientar classificações, mas também alimentaram divergências entre os ouvintes. Cinco subgêneros se destacam por provocar adesão entusiasmada em parte do público e rejeição em outra.
Progressivo e power metal
Associado principalmente ao Dream Theater, o metal progressivo investe em estruturas complexas, músicas longas e alto grau de virtuosismo instrumental. Essas características atraem quem valoriza elaboradas construções musicais, mas podem afastar os fãs que preferem formatos mais diretos.
O power metal combina velocidade e melodias marcantes, com arranjos grandiosos e vocais agudos. Suas narrativas fantasiosas deram origem ao apelido jocoso metal espadinha, expressão que sintetiza parte da resistência à estética do subgênero.
Black metal e metal cristão
No black metal, a controvérsia ultrapassa os aspectos sonoros. Vocais rasgados, produção questionável, estética, letras críticas às religiões e a trajetória controversa da cena norueguesa contribuem para as discussões em torno da vertente.
Em sentido oposto, o metal cristão, também conhecido como white metal, aproxima a música pesada de letras ligadas ao cristianismo. A proposta agrada a alguns ouvintes, enquanto outros rejeitam essa combinação.
Nu metal
Marcado pela fusão de guitarras distorcidas com rap e música eletrônica, o nu metal — ou new metal — ganhou grande projeção nos anos 1990. É apontado como a vertente mais divisiva entre as cinco, a ponto de muitas pessoas não o reconhecerem como parte do metal.


