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Justiça de Goiás libera circulação de dirigente da Feira Hippie após retirar tornozeleira

Decisão mantém medidas protetivas contra Waldivino da Silva, incluindo a proibição de contato e distância mínima de 100 metros.

Justiça de Goiás libera circulação de dirigente da Feira Hippie após retirar tornozeleira

A decisão do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) que retirou a tornozeleira eletrônica de Waldivino da Silva também autorizou a circulação do dirigente na Feira Hippie de Goiânia e na sede da Associação da Feira Hippie. O tribunal afastou ainda os alertas relacionados à aproximação inversa, situação em que a vítima vai até o local onde o investigado está ou passa perto dele sem iniciativa do investigado.

A mudança ocorreu na última terça-feira (22), após a revisão da determinação de primeiro grau. Waldivino é presidente da associação e responde a denúncias de assédio. A retirada do equipamento não alterou as demais medidas protetivas estabelecidas no caso.

Medidas mantidas

Por unanimidade, os desembargadores decidiram “afastar a monitoração eletrônica imposta ao paciente Waldivino da Silva, mantendo, no mais, as medidas protetivas estabelecidas”. Entre as obrigações preservadas estão a proibição de contato direto ou indireto, por qualquer meio, e a manutenção de distância mínima de 100 metros. A relatoria coube ao desembargador Itaney Francisco Campos.

Em nota, Waldivino afirmou que a decisão reconheceu não haver justificativa para o uso da tornozeleira. Ele declarou que o caso continua sendo apurado e disse estar convicto de sua inocência. Também afirmou que os ataques pessoais que relata serão alvo de medidas reparatórias e que permanece dedicado à defesa dos feirantes da Feira Hippie, atividade que exerce ininterruptamente há mais de dez anos.

Denúncias

A primeira denúncia foi apresentada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO). Nela, o presidente da associação foi acusado de importunação e coação contra uma funcionária, em situações ocorridas entre 2018 e o fim de 2023 nas dependências da entidade. A acusação também menciona o uso da superioridade hierárquica para constrangimento e inclui ameaça.

Depois, foram registradas outras duas denúncias. Uma mulher relatou assédio sexual e o uso de palavras obscenas. Outra suposta vítima disse ter sido importunada em mais de uma ocasião, a partir de 2024. Segundo o relato, em um dos episódios, Waldivino a teria abraçado por trás e passado a mão em seus cabelos e colo sem autorização. Ela informou que deixou de trabalhar na Feira Hippie em janeiro deste ano.

Waldivino negou as acusações e afirmou que eram denúncias caluniosas feitas às vésperas de processo eleitoral, sem indícios probatórios. As investigações seguem, enquanto permanecem válidas as medidas protetivas determinadas pela Justiça.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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