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Plano de Flávio Bolsonaro não menciona Farmácia Popular e reacende alerta sobre o programa

Documento do candidato não cita a iniciativa, que atende milhões de pessoas e teve recursos reduzidos durante o governo Jair Bolsonaro.

Nacional - Eleição de Flávio Bolsonaro pode representar o fim do programa Farmácia Popular

O plano de governo de Flávio Bolsonaro (PL) para a área da saúde não menciona o Farmácia Popular. Apresentado em um documento de 76 páginas, o programa de governo para 2027–2030 não registra compromisso específico com a continuidade ou a expansão da iniciativa, criada em 2004 durante o primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

A ausência é apontada por gestores da saúde como um dos motivos de preocupação em relação ao futuro do programa. O outro é o histórico de redução orçamentária ocorrido no governo Jair Bolsonaro.

Orçamento caiu no último ano do governo Bolsonaro

No projeto de Lei Orçamentária para 2023 enviado ao Congresso, a previsão era de uma redução de 59% nos recursos destinados ao Farmácia Popular. O orçamento autorizado em 2022 era de aproximadamente R$ 2,48 bilhões. Para 2023, a proposta do governo Jair Bolsonaro reservava R$ 1,018 bilhão.

Os valores aparecem no parecer da área da Saúde da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional. Na ocasião, o Conselho Federal de Farmácia afirmou que o corte ameaçava o atendimento de cerca de 21 milhões de pessoas e poderia dificultar o acesso de novos usuários. O Conselho Nacional de Saúde aprovou uma recomendação contra a redução.

Ampliação e gratuidade

A partir de 2023, o programa retomou o credenciamento de farmácias, interrompido havia oito anos. Em 2024, a iniciativa alcançou 24,07 milhões de pessoas, número 15% superior ao registrado em 2022.

A parcela de produtos disponibilizada sem cobrança também aumentou. Em 2024, 95% dos medicamentos e insumos já eram gratuitos. Em fevereiro de 2025, o governo Lula eliminou a coparticipação restante e passou a oferecer os 41 itens disponíveis com 100% de gratuidade.

O número de beneficiários chegou a 27,3 milhões em 2025. Atualmente, o Farmácia Popular reúne 28 mil farmácias credenciadas, distribuídas por mais de 4,9 mil municípios, com cobertura equivalente a 97% da população brasileira.

Os investimentos passaram de R$ 2,5 bilhões em 2022 para R$ 3,1 bilhões em 2023 e R$ 3,6 bilhões em 2024. Para 2026, o Ministério da Saúde informa a destinação de R$ 4,7 bilhões à assistência oferecida pelo programa. O governo também criou um grupo permanente para discutir novas ampliações, entre elas a oferta de exames e teleatendimentos.

Quem tem direito aos medicamentos

O Farmácia Popular atende a população em geral. Para retirar os produtos em uma unidade credenciada, é preciso apresentar documento oficial com foto, CPF e receita médica válida, emitida pelo SUS ou pela rede privada.

A lista contempla tratamentos para hipertensão, diabetes, asma, osteoporose, colesterol alto, doença de Parkinson, glaucoma e rinite. Também inclui anticoncepcionais e medicamentos para diabetes associada a doenças cardiovasculares.

O programa fornece fraldas geriátricas sem custo a pessoas com 60 anos ou mais e a pessoas com deficiência que atendam aos critérios estabelecidos. Pelo Programa Dignidade Menstrual, as farmácias credenciadas distribuem absorventes gratuitamente às pessoas elegíveis inscritas no CadÚnico.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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