Adria Arjona criticou o uso do chamado método de atuação como justificativa para comportamentos inadequados nos bastidores. Em entrevista ao jornalista John Feitelberg, a atriz relembrou trabalhos no cinema e no streaming e contou ter ficado confusa e chocada com a conduta de um colega que decidiu incorporar a técnica durante a produção de um filme.
Arjona não informou o nome do ator. Nas redes sociais, internautas associaram o relato a Jared Leto, com quem ela contracenou em Morbius. A hipótese se baseia também em episódios atribuídos ao ator durante a produção: Leto teria atrasado o trabalho ao levar 45 minutos para ir ao banheiro, caminhando lentamente com muletas para permanecer caracterizado como o personagem.
A técnica mencionada busca uma atuação considerada sincera e orientada pela emoção, com o intérprete incorporando trejeitos e pensamentos do personagem. O método foi associado ao diretor russo Konstantin Stanislavski no século passado.
A crítica de Arjona
Ao descrever a experiência, Arjona disse que a situação parecia estar ligada ao ego e questionou como alguém poderia agir daquela maneira sem sofrer consequências. Ela também afirmou ter ficado fascinada pela contradição entre o comportamento observado e a imagem pública do ator, que lhe parecia simpático em entrevistas.
A atriz relacionou sua crítica a acusações anteriores contra Leto, inclusive durante Esquadrão Suicida, de 2016. Na ocasião, enquanto interpretava o Coringa, ele teria importunado colegas de elenco com presentes bizarros.
“Podemos acabar com o método de atuação? Porque tem muita gente babaca nessa área”, afirmou Arjona. Para ela, alguns profissionais usam a técnica para tentar legitimar atitudes que não seriam aceitas no ambiente de trabalho. A atriz também observou que, em sua avaliação, mulheres não teriam a mesma margem para adotar esse comportamento sem sofrer consequências profissionais.


