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Márcio Macêdo lança EP autoral com encontros entre MPB e música amazônica

Com quatro faixas, “Ipuãs” inaugura uma nova etapa na trajetória do cantor, compositor e produtor musical paraense.

Márcio Macêdo lança EP autoral com encontros entre MPB e música amazônica

O cantor, compositor e produtor musical paraense Márcio Macêdo lança o EP autoral “Ipuãs” em 20 de setembro de 2026, nas plataformas de streaming. O trabalho reúne quatro canções e marca uma nova etapa de seu repertório, construído a partir do encontro entre referências amazônicas e a Música Popular Brasileira (MPB).

O título vem do tupi: “Ipuã” significa “água que brota da terra”. A ideia também orienta a proposta musical do EP, que articula parcerias com Ronaldo Silva, Allan Carvalho e Eudes Fraga, nomes ligados à música regional. A produção é independente. O repertório começou a ser desenvolvido há cerca de dois anos, inicialmente no estúdio de Marcel Barreto, e foi concluído no Estúdio Z, com produção de Thiago Albuquerque.

As quatro faixas

A faixa-título, “Ipuãs”, é um carimbó dedicado às ilhas de Belém e à vida ribeirinha. A composição cita nominalmente 39 ilhas dos arredores da capital paraense e conta com guitarra de Marcel Barreto, contrabaixo de Wesley Jardim, percussão de Douglas Dias e naipe de metais produzido por Manassés Malcher.

“Nua e Crua”, parceria de Márcio Macêdo com Allan Carvalho, assume uma atmosfera intimista, conduzida pelo piano elétrico de Edgar Matos e pelo flugelhorn de Daniel Delatouche. Já “Valsa Serena”, composta com Ronaldo Silva, percorre o campo da canção contemplativa, com piano de Edgar Matos e programação de cordas de Thiago Albuquerque.

O EP se encerra com “Todo Cantador”, primeira parceria de Márcio Macêdo com Eudes Fraga. Márcio assina a letra, enquanto Eudes responde pela melodia. A gravação reúne Igor Capela nos violões, Rui Mário na sanfona, Wesley Jardim no contrabaixo e Márcio Jardim na percussão.

Uma trajetória entre referências

A relação de Márcio com a MPB começou ainda na infância e se aprofundou quando ele passou a tocar em bares, aos 15 anos. Na juventude, participou do grupo parafolclórico Tanguru-Pará, surgido em 1986, no bairro de Canudos, onde se aproximou de Allan Carvalho e Ronaldo Silva.

Para o compositor, essa experiência ajudou a preservar a presença dos ritmos regionais em sua criação. “Eu gosto muito de não me sentir dentro de um estilo específico”, afirma Márcio. Entre as referências que aparecem em seu trabalho estão o carimbó, o lundu, a MPB e a música instrumental.

“Ipuãs” dá continuidade à trajetória do artista um ano depois do lançamento de um álbum ao vivo. O projeto completo nasceu de oito músicas inéditas: quatro integram este primeiro lançamento, enquanto as demais devem compor uma segunda parte, prevista para chegar ao público em breve.

O EP estará disponível em Spotify, Deezer, Apple Music e YouTube Music.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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