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Como Bon Scott ganhou outra dimensão nas versões acústicas de Mark Kozelek

Projeto de Mark Kozelek levou composições do AC/DC para o folk e destacou personagens, humor e narrativas nas letras de Bon Scott.

A obra de Bon Scott ganhou outra perspectiva quando Mark Kozelek retirou as composições do AC/DC de seu ambiente habitual. Sozinho ao violão, o músico apresentou “What's Next to the Moon” em um clube na Espanha, e alguém na plateia chegou a pensar que ouvia Leonard Cohen. A interpretação estava distante do hard rock associado à banda, mas mantinha a força das canções escritas na fase de Scott.

Kozelek, conhecido por seu trabalho com Red House Painters e Sun Kil Moon, começou a investigar o repertório do AC/DC no final dos anos 1990. Em 2000, lançou o EP “Rock 'n' Roll Singer”, com três versões de músicas do grupo. No ano seguinte, reuniu dez composições no álbum “What's Next to the Moon”, incluindo “Riff Raff”, “Walk All Over You”, “If You Want Blood” e a faixa que dá nome ao disco.

A proposta deslocou as músicas para o folk e reduziu os arranjos. Sem a presença dominante dos riffs de Angus Young, da bateria de Phil Rudd e da formação que caracterizava o AC/DC, as composições continuaram funcionando. O procedimento revelou uma estrutura que podia permanecer de pé longe do peso sonoro da banda.

Personagens e histórias nas letras

Durante o trabalho, Kozelek passou a prestar mais atenção à escrita de Bon Scott. As canções apresentavam personagens, conflitos e situações específicas. “Jailbreak” acompanha uma fuga da prisão; “Dirty Deeds Done Dirt Cheap” descreve um personagem que aceita resolver problemas por dinheiro; e “The Jack” constrói, com duplo sentido, uma história sobre uma mulher.

O humor, o exagero e a linguagem própria de Scott convivem com uma preocupação em criar cenas. Nos arranjos acústicos, esse aspecto fica mais exposto. A voz e o violão deslocam o foco para as palavras, aproximando o material da tradição folk presente no trabalho de Kozelek.

A comparação entre as gravações evidencia a mudança de perspectiva. No AC/DC, o riff e a banda conduzem a experiência. Na leitura de Kozelek, a narrativa ocupa o centro. A intenção, segundo o músico, não era reproduzir o grupo, mas testar o que aquelas composições poderiam fazer em outra linguagem.

A aprovação de Malcolm Young

O álbum também chegou a pessoas ligadas diretamente ao AC/DC. Kozelek afirma que Malcolm Young ouviu “What's Next to the Moon” e aprovou o trabalho. Brian Johnson igualmente demonstrou apoio às versões.

A reação de Malcolm se relaciona à sua participação na construção da sonoridade do AC/DC durante a fase de Bon Scott e à parceria de composição com Angus Young ao longo da trajetória da banda. Para Kozelek, o projeto começou como uma exploração feita por um fã e terminou como uma nova maneira de enxergar o compositor por trás da voz de Scott: quando o peso desaparece, permanecem as melodias, os personagens e as histórias.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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