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Brian Johnson assumiu a escrita do AC/DC após a morte de Bon Scott

Além de ocupar o microfone, Johnson precisou colaborar nas letras de Back in Black e lidar com a influência poética de Bon Scott.

Brian Johnson assumiu a escrita do AC/DC após a morte de Bon Scott
Foto: Reprodução - VEVO

Brian Johnson entrou no AC/DC em 1980 e, além de substituir Bon Scott nos vocais, precisou assumir uma tarefa que lhe causava receio: escrever letras para a banda. A responsabilidade aumentava porque ele considerava o antecessor um poeta e reconhecia a força de sua linguagem no grupo.

Bon havia construído, nos discos do AC/DC, letras que combinavam sexo, bebida, problemas financeiros, confusão e humor. Angus Young o definiu como um dos letristas mais subestimados do rock e afirmou considerar poesia até aquilo que poderia ser visto como uma letra de sarjeta.

A caneta ao lado do microfone

Durante a preparação de Back in Black, primeiro álbum do AC/DC depois da morte de Bon, Johnson recordou a dimensão do desafio. “Quem sou eu para tentar seguir os passos desse grande poeta?”, perguntou, ao explicar como via a obra do antigo vocalista. Para ele, Bon “realmente era uma espécie de poeta”.

A participação de Johnson na composição começou quando Malcolm Young perguntou se ele conseguia escrever letras. O novo integrante passou a trabalhar a partir de riffs e títulos apresentados pelos irmãos Young. O processo resultou em músicas como Hells Bells, You Shook Me All Night Long e Back in Black.

O próprio álbum também exigia uma escolha de tom. A homenagem a Bon não deveria transformar o trabalho em uma coleção de músicas fúnebres. A orientação recebida por Johnson era celebrar a vida do vocalista, sem produzir um disco mórbido.

Um encontro anterior à banda

A ligação entre os dois músicos havia começado antes da entrada de Johnson no AC/DC. Bon o viu cantar com o Geordie nos anos 1970 e ficou impressionado. Mais tarde, quando a banda procurou um novo vocalista, Angus e Malcolm Young se lembraram dos elogios feitos pelo amigo.

A comparação entre Johnson e Bon permaneceu, mas o novo vocalista tratou o predecessor com respeito. Ao participar de um documentário australiano sobre Scott, afirmou que ele ainda o inspirava e que continuava rindo ao rever suas entrevistas antigas. “Ele era um cara especial”, disse.

Johnson construiu sua trajetória no AC/DC sem diminuir a importância de Bon Scott. Sua entrada envolveu não apenas a ocupação do microfone, mas também a continuidade de um trabalho de composição associado a uma figura que ele próprio considerava um poeta.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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