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Bono diz que “Sunday Bloody Sunday” não saiu como imaginava

Vocalista do U2 afirma que a canção resistiu ao tempo apesar de não ter alcançado completamente sua intenção inicial.

Bono diz que “Sunday Bloody Sunday” não saiu como imaginava

Bono considera que “Sunday Bloody Sunday”, um dos temas mais reconhecidos do U2, não foi concluída exatamente como ele pretendia. A música, lançada em 1983 no álbum “War”, nasceu ligada ao Domingo Sangrento de 1972, episódio em que soldados britânicos atiraram contra manifestantes durante uma marcha por direitos civis em Derry, na Irlanda do Norte. A ação deixou 14 mortos.

A intenção do vocalista, porém, era ampliar o alcance da composição. Bono queria aproximar o Domingo Sangrento do Domingo de Páscoa e construir, na canção, uma passagem entre a morte, a violência e uma ideia religiosa de superação. Essa relação acabou menos evidente no resultado final.

“Eu passei minutos nessas músicas, em vez de horas. Então 'Sunday Bloody Sunday' não saiu exatamente como deveria”, afirmou Bono. Ele também disse que alterou alguns versos ao interpretar a faixa em outras ocasiões, numa tentativa de torná-los mais críveis para si mesmo.

Apesar da ressalva, o cantor reconhece que a melodia e a sugestão da letra permaneceram relevantes. A composição passou a ser associada a uma condenação mais ampla da violência, sem ficar restrita à leitura religiosa ou política específica que orientou sua criação. Nessa construção, têm papel central a bateria marcial de Larry Mullen Jr. e o riff de The Edge.

A música se tornou presença constante nos shows do U2. Décadas depois de “War”, continua entre as faixas mais tocadas pela banda e entre os símbolos de sua primeira fase.

A distância entre o projeto inicial de Bono e o resultado ajudou a deixar a canção aberta a diferentes interpretações. O que o vocalista vê como uma composição que não alcançou plenamente seu objetivo acabou adquirindo uma força própria, para além da intenção original.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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