Brian May afirmou que não esperava o alcance comercial de A Night at the Opera, álbum do Queen lançado em 21 de novembro de 1975. Em entrevista concedida em 1976 ao Melody Maker, resgatada pela Classic Rock, o guitarrista avaliou que o quarto disco de estúdio da banda não tinha características de um trabalho de fácil assimilação.
“Eu realmente não o considero um álbum muito comercial, mas foi aquele que quebrou todos os recordes”, declarou May. O músico comparou a obra a Sheer Heart Attack, trabalho anterior que considerava bem-sucedido, embora mais seguro, e disse que o grupo decidiu voltar a explorar caminhos novos.
O desempenho do álbum
A Night at the Opera vendeu mais de 6 milhões de cópias em todo o mundo. O disco alcançou o primeiro lugar nas paradas do Reino Unido, da Austrália, da Nova Zelândia e da Holanda, além de chegar à quarta posição nos Estados Unidos.
Entre os elementos associados à produção estão o uso de sete estúdios, múltiplas gravações de cada música, instrumentos incomuns no rock e referências musicais variadas. Na época, o álbum foi o mais caro já gravado. Seu título faz referência ao filme homônimo dos irmãos Marx.
Os dois discos mais vendidos da carreira do Queen são as coletâneas Greatest Hits I e II. A primeira ocupa o posto de trabalho mais bem-sucedido da história no Reino Unido, acima até da discografia dos Beatles.
A faixa de maior repercussão de A Night at the Opera foi “Bohemian Rhapsody”. A canção se tornou um símbolo do Queen e também deu nome ao filme que dramatiza a trajetória do grupo. Para lançá-la como música de trabalho, a banda precisou insistir; depois, a faixa chegou ao topo das paradas.


