A combinação entre Freddie Mercury e Brian May está no centro da admiração de Steve Vai pelo Queen. Para o guitarrista, a banda alcançou uma identidade que não encontra paralelo entre os grupos de rock de sua época — nem mesmo entre nomes que ele também aprecia, como Deep Purple e Led Zeppelin.
A avaliação foi apresentada em uma entrevista à revista The Quietus, na qual Vai listou alguns de seus discos preferidos. Entre as escolhas está Queen II, segundo álbum do grupo inglês, lançado em 1974. O disco levou o músico a comentar a sonoridade e a presença cênica que, em sua visão, tornaram o Queen incomparável.
“Queen, para mim, é a banda de rock mais singular da história”, afirmou Vai. Ao desenvolver a ideia, ele descreveu o grupo como resultado de uma combinação rara, associando a expressividade de Mercury à abordagem de May na guitarra.
A guitarra de Brian May
Vai disse que a confiança de Freddie Mercury parecia ilimitada e era expressa continuamente nas músicas. Sobre Brian May, ressaltou que seu modo de tocar não se encaixa em comparações convencionais com outros guitarristas, incluindo Jimmy Page.
“A maneira como Brian May abordava a guitarra era absolutamente única”, declarou. Para Vai, é possível estabelecer paralelos entre diferentes instrumentistas, mas May ocupa uma posição particular dentro dessa tradição.
A admiração de Steve Vai pelo guitarrista do Queen também apareceu em uma entrevista à Louder, na qual ele se referiu a Brian May como um gênio. Na conversa com The Quietus, contudo, a escolha de Queen II serviu como ponto de partida para explicar por que considera o Queen a banda mais singular da história do rock.



