Bruno Sutter gostaria de levar o Massacration ao palco ao lado da Nanowar of Steel, banda italiana que, na avaliação do vocalista, estabelece com o power metal uma relação semelhante à criada pelo grupo brasileiro com o heavy metal. A possibilidade foi mencionada durante entrevista ao Mariutti Team Podcast.
A aproximação veio à tona após um espectador relatar, durante uma transmissão ao vivo, que integrantes da Nanowar of Steel disseram ter sido influenciados por Sutter e pelo Massacration. O comentário teria sido feito no 70000 Tons of Metal, festival realizado em um navio. A grafia do nome da banda chegou a causar dúvida entre os apresentadores.
“É tipo o Massacration, só que satirizando mais o power metal”, afirmou Sutter. O cantor também citou uma música da banda italiana dedicada a Baggio, jogador que perdeu um pênalti em 1994. A faixa foi descrita na conversa como uma espécie de opereta, com o episódio narrado em tom grandiloquente, próximo da linguagem do power metal. Para Sutter, um encontro entre os dois grupos seria “perfeito”.
A sátira como origem
A própria trajetória do Massacration está ligada à paródia. O grupo surgiu na segunda temporada do Hermes e Renato na MTV, apresentando versões humorísticas de gêneros como axé, samba e rap. Conforme Sutter, foi a formação de metal que se consolidou, em razão do perfil roqueiro do público da emissora.
O primeiro álbum, “Gates of Metal Fried Chicken of Death”, produzido por João Gordo, completa 20 anos e recebeu sua primeira edição em vinil. A banda também encontrou público na Europa durante uma passagem por Londres, quando Sutter conheceu fãs da Alemanha e da Itália. Um casal italiano levou frangos semelhantes aos da capa na cabeça e o recibo de compra do disco, adquirido em 2006.
O vocalista ainda relacionou a trajetória do grupo à dificuldade de bandas brasileiras encontrarem um caminho próprio diante de comparações recorrentes com Angra, Shaman e Sepultura. Para ele, o Massacration conseguiu construir uma identidade distinta. Sutter também definiu o Detonator, seu alter ego, como uma combinação de Donald Trump, Kiko, de Chaves, e Fernando Collor.


