LOS ANGELES — “Forever Changes”, terceiro álbum do Love, banda liderada por Arthur Lee, tornou-se uma referência entre músicos que ajudaram a definir a cena da cidade nos anos 1960. Robert Plant já incluiu o disco entre seus favoritos, enquanto integrantes do The Doors admiravam o grupo antes mesmo do lançamento do álbum.
A ligação entre as bandas começou com Arthur Lee, que insistiu para que Jac Holzman, então chefe da Elektra Records, fosse assistir ao Love. A aproximação contribuiu para que Holzman conhecesse a banda de Jim Morrison. Ray Manzarek recordava que Morrison via no grupo um parâmetro para o futuro do The Doors: “Ray, se conseguirmos ser tão grandes quanto o Love, minha vida estará completa.”
Manzarek também descreveu o impacto do Love em Los Angeles. “Era a banda mais influente de Los Angeles naquela época”, afirmou, ao lembrar que os músicos acreditavam que a consagração nacional seria apenas uma questão de tempo.
Prestígio posterior
Lançado em 1967, “Forever Changes” teve resultado comercial limitado nos Estados Unidos. O álbum alcançou o 154º lugar da parada americana, e “Alone Again Or”, sua faixa mais conhecida, não entrou no Hot 100. No Reino Unido, a recepção foi mais favorável, com o disco chegando ao 24º lugar.
A permanência do álbum, contudo, não dependeu de seu desempenho inicial. A combinação de violões, cordas, metais e psicodelia acompanha letras inquietas de Arthur Lee. O músico contou posteriormente que gravou o trabalho acreditando não haver mais esperança no mundo e que poderia morrer.
Essa atmosfera de beleza atravessada por uma sensação de fim ajudou a manter “Forever Changes” em circulação ao longo das décadas. O disco, pouco comprado nos Estados Unidos no momento do lançamento, passou a ser tratado como um dos grandes álbuns produzidos em Los Angeles.


