Robert Plant voltou a defender Phil Collins pela participação do Led Zeppelin no Live Aid de 1985, apresentação marcada por dificuldades de ensaio, execução e entrosamento. Para o vocalista, os problemas daquela noite não podem ser atribuídos simplesmente ao baterista que dividiu a função com Tony Thompson.
O show reuniu Plant, Jimmy Page e John Paul Jones pela primeira vez desde a morte de John Bonham. Collins chegou à apresentação depois de tocar no palco londrino do festival e atravessar o Atlântico no Concorde. O convite havia sido feito por Plant, que já mantinha uma relação próxima com o músico.
Page, porém, demonstrou posteriormente pouco entusiasmo com a participação. O guitarrista responsabilizou Collins por parte das falhas e afirmou que ele não dominava adequadamente o repertório. O próprio baterista classificou a apresentação como um desastre, mas rejeitou a ideia de que a responsabilidade fosse sua.
Em entrevista realizada em 2026, Plant apresentou outra avaliação. O cantor afirmou que Collins conhecia profundamente o trabalho de Bonham e possuía capacidade técnica para ocupar aquela posição: “Que opção melhor nós poderíamos ter do que um cara que conhecia o trabalho de John por dentro e por fora?”
Plant também levou em conta as condições enfrentadas por Collins naquele dia. Ao comentar o desempenho do baterista, concluiu: “Acho que ele fez um trabalho excelente.”
Relação anterior entre os músicos
A defesa está ligada à trajetória dos dois fora do Led Zeppelin. Collins participou dos primeiros discos solo de Plant e excursionou com ele no início dos anos 80. De acordo com o vocalista, o ex-Genesis teve importância no período em que ele tentava reconstruir a carreira após o fim da banda.
Plant já relatou que Collins se ofereceu para ajudá-lo depois da morte de Bonham, motivado pela admiração que tinha pelo baterista do Led Zeppelin. A colaboração começou no estúdio e se transformou em amizade.
O vocalista não tentou reabilitar a apresentação do Live Aid como um todo. O show continua sendo lembrado pelos envolvidos como problemático. Sua avaliação sobre Collins, no entanto, permanece mais generosa do que a de Page: para Plant, a presença do baterista do Genesis não explica sozinha as dificuldades daquela noite.



