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No Genesis, Phil Collins levou a sonoridade de Bonham para “Fly on a Windshield”

Em entrevista de 2014, o baterista explicou como a admiração pelo integrante do Led Zeppelin orientou sua execução na faixa.

No Genesis, Phil Collins levou a sonoridade de Bonham para “Fly on a Windshield”
Foto: Divulgação

A bateria de “Fly on a Windshield” foi construída por Phil Collins a partir de uma referência precisa: John Bonham, do Led Zeppelin. A escolha aparece na faixa do álbum duplo “The Lamb Lies Down on Broadway”, lançado pelo Genesis em 1974.

Collins falou sobre essa decisão em 2014, durante uma entrevista com o cineasta John Edginton. A música tinha recebido provisoriamente o título de “Pharaoh”, associado a uma imagem de embarcações descendo o Nilo. Conforme a composição avança e a bateria ganha intensidade, o músico desloca o foco para o som que admirava em Bonham. “Eu era um grande fã de Bonham, e aquilo sou eu realmente colocando aquele chapéu e tocando aquela coisa sólida”, afirmou.

A inspiração não significava uma tentativa de transformar o Genesis em uma versão do Led Zeppelin. Collins procurou incorporar à própria execução o peso e o ataque que identificava no trabalho de Bonham. Entre as referências que já mencionou está “Immigrant Song”, cuja bateria associava a uma presença sonora forte mesmo quando construída com elementos aparentemente simples.

Uma admiração anterior ao Zeppelin

O contato de Collins com Bonham ocorreu antes de o Led Zeppelin existir oficialmente. Em Londres, o baterista viu Bonham tocar no Marquee Club enquanto ele acompanhava o cantor Tim Rose. “Eu nunca tinha visto nada parecido”, recordou Collins em outra ocasião. A partir daquele encontro, passou a seguir as apresentações de Bonham sempre que podia e o considerou dono do melhor som de bumbo que já havia escutado.

A referência voltou a aparecer no repertório do Genesis. Em “Squonk”, de “A Trick of the Tail”, lançado em 1976, Collins relatou que novamente vestiu seu “chapéu de John Bonham”. A faixa foi concebida com elementos de “Kashmir” e “When the Levee Breaks”.

“Fly on a Windshield”, entretanto, pertence a um momento anterior e a um disco de características próprias. “The Lamb Lies Down on Broadway” foi o último álbum de estúdio do Genesis com Peter Gabriel e combinou narrativa surrealista, trechos atmosféricos e passagens pesadas. A faixa também nasceu, em parte, de uma improvisação dos músicos enquanto Gabriel trabalhava separadamente nas letras. Para Collins, Bonham permaneceu uma figura de reverência; em alguns momentos, porém, sua influência entrou de modo deliberado nas gravações do Genesis.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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