A avaliação de Scott Ian sobre o Slayer combina uma crítica à produção de “Hell Awaits” com um elogio enfático a “Reign in Blood”. Em entrevista à revista The Quietus, o guitarrista do Anthrax disse que costuma ouvir o álbum de 1986 completo, sem selecionar faixas específicas.
Para Ian, a duração de 29 minutos é uma das razões para escutar “Reign in Blood” do começo ao fim. Ele afirmou que não ouve apenas “Angel of Death”, “Jesus Saves” ou qualquer outra música isoladamente, mas mantém o disco inteiro no contexto em que foi concebido. Também declarou que não há momento desperdiçado no trabalho e o classificou como brilhante e genial.
A relação do músico com o Slayer começou antes desses lançamentos. Como fã, Ian acompanhava a banda desde “Show No Mercy” e esperava descobrir de que maneira o grupo superaria “Hell Awaits”. Embora tenha afirmado que gostava dos discos “Show No Mercy”, “Hell Awaits” e “Haunting the Chapel”, ele fez uma ressalva específica ao segundo álbum de estúdio da banda: “Achei o som horrível”.
Lançado em 1985, “Hell Awaits” sucedeu o EP “Haunting the Chapel”, de 1984. O álbum apresenta forte carga de brutalidade e se aproxima do death metal, vertente que ainda estava em estágio embrionário naquele período. O problema apontado por Ian está na produção, não na importância que o disco teve para sua expectativa como ouvinte.
O Slayer foi fundado no início dos anos 1980 e é apresentado como um dos pioneiros do thrash, além de ter influenciado bandas de vertentes mais extremas do metal. Os cinco primeiros trabalhos do quarteto foram lançados entre 1983 e 1990.
“Reign in Blood” abre com “Angel of Death”, faixa cuja letra aborda os crimes cometidos por Josef Mengele durante a Segunda Guerra. Ian tem origem judaica, aspecto relacionado à sua avaliação sobre a música.


