Geddy Lee afirmou que Björk não recebe o reconhecimento correspondente à importância de seu trabalho. A declaração foi dada em entrevista à revista The Quietus, na qual o vocalista e baixista do Rush também revelou alguns de seus discos preferidos.
Entre as escolhas, Lee citou Post (1995), segundo álbum da cantora e compositora islandesa. Lançado depois de Debut (1993), o disco de estreia que tornou Björk conhecida na década de 1990, o trabalho integra uma trajetória marcada pela combinação de pop, house e trip hop.
Ao explicar a escolha, Lee disse que a imprensa costuma dedicar mais atenção às declarações e à imagem da artista do que à música. “Ela é uma artista muito visual”, afirmou. Para ele, essa característica pode explicar parte do foco, mas acaba deixando em segundo plano a originalidade de Björk.
Lee também ressaltou a disposição da cantora para buscar novas possibilidades, em vez de repetir uma fórmula baseada em singles de sucesso. “Ela também não tem medo de experimentar coisas novas”, declarou.
Na avaliação do músico, essa liberdade é central para a identidade artística de Björk. Ele descreveu seu trabalho como resultado de uma imaginação ampla e de uma produção musical de alto nível, além de destacar que a artista não se limita a um caminho definido pelo pop.



