A influência de Dolly Parton sobre músicos de rock foi o principal argumento usado por Joan Jett para defender a entrada da cantora no Rock and Roll Hall of Fame. A declaração veio em 2022, quando Parton foi indicada à instituição, e voltou a circular após sua morte, em 25 de agosto de 2026, aos 80 anos.
Jett reconhecia que Dolly não se identificava como uma artista de rock e considerava estranha a possibilidade de receber essa classificação. Ainda assim, para a cantora, a contribuição de Parton não deveria ser medida apenas pelo gênero ao qual esteve associada durante a carreira. “Dolly influenciou roqueiros. Então, nesse nível, acho que ela absolutamente merece estar lá”, afirmou.
A própria trajetória de Joan Jett inclui referências de diferentes vertentes do rock, entre elas Marc Bolan, Black Sabbath, New York Dolls e Led Zeppelin. Sua compreensão do gênero também envolve atitude e independência, elementos que, em sua avaliação, não dependem de uma correspondência direta entre os estilos musicais de quem influencia e de quem é influenciado.
Dolly Parton foi incluída no Rock and Roll Hall of Fame naquele mesmo ano. Durante a cerimônia, brincou que finalmente poderia se considerar uma “rockstar”. A apresentação reuniu Rob Halford, Pat Benatar, Simon Le Bon, Annie Lennox e Pink.
A aproximação entre Parton e o rock ganhou outro desdobramento em 2023, quando ela lançou o álbum Rockstar. O trabalho contou com participações de Paul McCartney, Ringo Starr, Elton John, Rob Halford e da própria Joan Jett.
Na visão de Jett, a discussão não dependia de Dolly ter dedicado décadas ao rock. O ponto central era a influência exercida sobre artistas do gênero, evidenciando uma relação menos rígida entre country e rock.

