A admiração de Tony Iommi por Django Reinhardt nasceu de uma circunstância pessoal: depois de sofrer um acidente que lhe tirou a ponta de dois dedos, o guitarrista acreditou que teria de abandonar o sonho de tocar. Foi ao descobrir Reinhardt que ele encontrou uma referência para continuar.
Guitarrista belga de jazz cigano, Reinhardt exerceu influência sobre o rock e é apontado por Iommi, associado à criação do heavy metal, como sua maior inspiração. A importância atribuída a ele envolve tanto o brilhantismo musical quanto o fato de ter tocado mesmo com dois dedos parcialmente amputados.
A visão de Richards sobre a guitarra
A referência a Reinhardt aparece em uma declaração de Keith Richards sobre Eddie Van Halen e a valorização dos solos tecnicamente complexos. Em entrevista de 2020 ao Los Angeles Times, o integrante dos Rolling Stones disse que não se lembrava da passagem do Van Halen pelos shows da banda, embora tivesse visto Eddie Van Halen de perto.
Richards afirmou que apreciou o trabalho do grupo posteriormente, mas rejeitou a ideia de que um guitarrista precise demonstrar virtuosismo em registros agudos. “Não me impressiono com esse jeito de tocar”, declarou.
Para ele, a guitarra deve contribuir para a construção da música por meio de acordes e ritmo. Ao explicar suas referências, citou Andrés Segovia e Django Reinhardt, além de reconhecer que guitarristas de rock têm estilos próprios, embora essa abordagem nunca tenha sido de sua preferência.
A ascensão do Van Halen
O Van Halen ganhou projeção em 1978, depois do lançamento do álbum de estreia e de uma turnê pela Europa e América do Norte, na qual abriu shows do Black Sabbath. Em 1981, a banda passou a acompanhar os Rolling Stones em apresentações, quando o grupo de Mick Jagger lotava estádios.
Mesmo diante dessa proximidade, Richards disse não guardar lembranças daquele período. A avaliação dele se concentrou menos na habilidade individual do guitarrista e mais no papel do instrumento dentro da música.



