A audição que levou Neil Peart ao Rush aconteceu em 1974, depois da saída de John Rutsey. Geddy Lee e Alex Lifeson procuravam um baterista para uma nova etapa da banda quando Peart apareceu para tocar — e, embora tenha deixado o encontro convencido de que havia ido mal, causou uma impressão imediata nos músicos.
O teste reuniu cinco candidatos. Três tocaram antes de Peart e um ainda estava previsto depois dele. Para Geddy, porém, a audição praticamente perdeu o sentido após a entrada do baterista. "Neil era bom pra caralho", afirmou o músico.
A percepção se consolidou durante a primeira jam. Geddy contou que já não queria que Peart fosse embora e o classificou como o melhor baterista que havia ouvido. Alex Lifeson levou mais tempo para chegar à mesma conclusão, mas também se impressionou com a execução do candidato, marcada por uma atuação ativa, pela energia associada a Keith Moon e por uma força incomum ao tocar os tambores.
A música que confirmou a escolha
Depois de horas de música e conversa, as dúvidas foram diminuindo. A primeira composição tocada pelos três foi “Anthem”, faixa que apontava para a direção mais complexa que Geddy e Alex pretendiam seguir. Rutsey não havia demonstrado o mesmo entusiasmo por essa mudança, enquanto Peart se encaixou de imediato na proposta.
Para Geddy, esse momento confirmou que o grupo havia encontrado o músico adequado para a nova fase. Neil Peart entrou oficialmente no Rush em 29 de julho de 1974, pouco antes da primeira turnê americana da banda.
A audição que Peart considerou desastrosa acabou definindo a formação que acompanharia a transformação do Rush. Para Geddy Lee, o encontro revelou não apenas um substituto para a bateria, mas o músico que ajudaria a redefinir o futuro do grupo.



