Ozzy Osbourne considerava Lemmy Kilmister, vocalista do Motörhead, seu “Deus do rock”. A amizade entre os dois começou no começo dos anos 80, em meio à rotina de apresentações e viagens de suas bandas, e se estendeu também à composição de músicas da carreira solo de Ozzy.
Em entrevista à BBC Radio, Ozzy destacou a franqueza e o conhecimento do músico britânico. “O meu deus do rock é o Lemmy Kilmister”, afirmou. O cantor disse ainda que Lemmy escreveu letras para várias de suas músicas, entre elas “Mama, I’m Coming Home”.
Ozzy também ressaltou que o amigo era um leitor voraz e contestou a imagem de que ele seria apenas um “troglodita”. A admiração era recíproca. Em um trecho do documentário Thirty Years After The Blizzard, Lemmy relembrou a turnê em que o Motörhead acompanhou Ozzy durante a primeira etapa norte-americana de Blizzard of Ozz.
“Cruzei os Estados Unidos grudado com eles, a gente ficava a dois metros um do outro”, disse Lemmy ao recordar a proximidade entre os músicos. Ele contou que não gostava muito do Black Sabbath quando estava na Inglaterra, mas mudou de opinião após o lançamento do primeiro álbum solo de Ozzy, Blizzard of Ozz.
A música escrita por Lemmy
Lançada em No More Tears (1991), “Mama, I’m Coming Home” se tornou um dos maiores sucessos da carreira solo de Ozzy. A faixa, cuja letra foi escrita por Lemmy, alcançou a 28ª posição nas paradas da Billboard, mesmo sendo uma power ballad lançada durante o auge da febre do grunge.
A importância da música para Ozzy também apareceu em seu show de despedida: foi a única canção de sua carreira solo apresentada na ocasião que não fazia parte de seu álbum solo de estreia.


