Maria de Lourdes Campos retomou a busca por informações sobre o pai, João Francisco Campos, depois que um antigo colega de trabalho afirmou tê-lo reconhecido em uma fotografia. O relato indica que João pode ter sido levado de Paraúna para Rio Verde por um antigo patrão. A filha pretende ir ao município para verificar essa possibilidade e procurar novos indícios.
João tem 83 anos, conforme documentos reunidos pela família, e também é conhecido como Galego e Lavareda. Maria perdeu o contato com ele durante a infância, quando vivia com os irmãos e a avó materna em São Luís de Montes Belos. Hoje moradora de Uberlândia, em Minas Gerais, ela tenta descobrir onde o pai está e se ele continua vivo.
Pistas reunidas ao longo dos anos
Maria afirma que João tentava visitar os filhos, mas os encontros não eram permitidos pela mãe. Depois de mudanças feitas pela família, pai e filha deixaram de se comunicar. Aos 16 anos, Maria se casou e passou anos sem conseguir avançar na procura.
Nos anos 1990, ela fez um apelo em uma rádio de Goiânia e enviou cartas para emissoras de televisão, sem obter informações. Em 2003, depois de aprender a usar a internet, passou a divulgar o desaparecimento. A mobilização permitiu que encontrasse os seis irmãos de João e conhecesse parte da família paterna, mas não revelou o paradeiro dele.
A busca levou Maria a um antigo endereço em Paraúna. Na cidade, ela procurou informações em um hospital e conversou com moradores. Foi durante esse processo que um homem disse ter trabalhado com João e relatou a possível transferência para Rio Verde.
Características e investigação
João é descrito como um homem branco, ruivo, com sardas e cerca de 1,65 metro de altura. Ele tem uma cicatriz na mão esquerda, entre os dedos, que, segundo Maria, foi causada por uma facada sofrida em 1974. Ao longo da vida, trabalhou como chapa, em lavouras, como caseiro e vaqueiro. Também trabalhou no Arroz Brejeiro entre 1970 e 1975.
Maria procurou a Polícia Civil e fez um exame de DNA em Uberlândia em 23 de agosto de 2021. Segundo ela, voltou recentemente às autoridades e foi orientada a ampliar a investigação para Goiânia e Rio Verde. A filha questionou ainda a possibilidade de João ter morrido sem identificação e sido enterrado como indigente, mas não há confirmação.
Ela também considera que o pai possa estar vivo em um abrigo ou trabalhando em uma propriedade rural, sem contato com familiares. “Eu desejo muito saber dele e cuidar dele se ele estiver vivo”, afirma.
Informações sobre João Francisco Campos, Galego ou Lavareda, podem ser encaminhadas à Polícia Civil ou à família.



