RIO VERDE — A Polícia Civil afirma que o homem morto a facadas em Rio Verde não apresentava ferimentos nas mãos, nos braços ou nos antebraços, sinais que poderiam indicar uma tentativa de defesa. A filha dele, uma mulher de 21 anos, foi presa sob suspeita do homicídio ocorrido por volta de 20h30 de domingo (6/9), no Sudoeste de Goiás.
O delegado Adelson Candeo, titular do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), disse que a vítima conseguiu sair da residência e avançou até a pequena rua de acesso ao conjunto de três casas. O homem caiu do lado de fora do portão e morreu no local.
Perseguição fora da residência
De acordo com a investigação, pai e filha haviam saído para almoçar e ingerido bebida alcoólica. Depois, voltaram para casa. O homem chegou embriagado e foi dormir, enquanto a jovem passou a quebrar móveis e objetos no próprio quarto.
A madrasta teria escondido as facas da casa porque a mulher já apresentava histórico de agressividade. Ainda assim, conforme o delegado, ela pegou um pedaço de armário, entrou no quarto do pai e o agrediu. O homem se levantou e tentou fugir, ainda sonolento.
Na sequência, a jovem buscou uma faca pequena na cozinha e continuou a perseguição. Segundo Candeo, ela atingiu o pai três vezes. Ferido, ele deixou um rastro de sangue pela lateral e pela frente da casa antes de alcançar a área externa.
Após o ataque, a mulher permaneceu no local com o pai no colo até a chegada da polícia. Ela admitiu ter cometido as agressões, mas alegou legítima defesa. A polícia rejeita essa versão. “Não tem como existir a legítima defesa, já que ele estava dormindo”, afirmou Candeo. O delegado considera o caso um homicídio qualificado por recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
Antecedentes e investigação
Segundo Candeo, a jovem já havia sido presa duas vezes por tentativas de homicídio. A ocorrência mais recente envolveu o próprio pai, e ela havia deixado a prisão há cerca de três meses. Antes disso, também foi detida por tentar matar o namorado.
O delegado levantou a possibilidade de a investigada ter algum transtorno psiquiátrico, mas ressaltou que a hipótese depende de avaliação especializada. A motivação do crime ainda não foi esclarecida. A testemunha que estava na residência não soube informar o que teria provocado a reação.
A Polícia Civil continua apurando as circunstâncias e a motivação do homicídio.



