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TJGO prevê novo data center de R$ 35 milhões para ampliar capacidade tecnológica

Estrutura em Goiânia terá 32 racks, suporte a inteligência artificial e operação plena prevista para maio de 2027.

TJGO prevê novo data center de R$ 35 milhões para ampliar capacidade tecnológica
Foto: Reprodução

O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) prepara a instalação de um novo data center no Complexo dos Juizados Especiais, no Jardim Goiás, em Goiânia. A estrutura foi planejada para ampliar o processamento, o armazenamento e a disponibilidade dos sistemas do Judiciário durante os próximos 10 a 15 anos.

O contrato tem valor de R$ 35.054.505,24, acima dos R$ 20 milhões previstos inicialmente no Plano de Obras 2025–2027. A conclusão, antes projetada para 2026, foi reprogramada. A instalação está prevista para janeiro de 2027, e a entrada plena em operação deve ocorrer em maio do mesmo ano.

Segundo o TJGO, a medida é preventiva e estratégica. As duas estruturas atuais estão próximas dos limites de expansão em aspectos como espaço físico, capacidade elétrica e climatização. O Tribunal informou que a contratação não foi motivada por uma interrupção específica dos sistemas.

Capacidade e inteligência artificial

O novo ambiente terá 32 racks: 28 destinados a equipamentos de tecnologia da informação e quatro para telecomunicações. Entre os racks de TI, seis serão preparados para servidores de inteligência artificial e processamento de alto desempenho. Os equipamentos convencionais foram dimensionados para cerca de 6 KVA cada, enquanto os destinados à inteligência artificial poderão operar com até 30 KVA. A capacidade energética total prevista é de 300 KVA.

A estrutura deverá começar com aproximadamente 2 petabytes de armazenamento bruto, considerando equipamentos em processo de aquisição. O projeto modular permitirá ampliar o processamento e o armazenamento conforme as necessidades do Tribunal. Também haverá possibilidade de adoção de sistemas de refrigeração líquida, sem alterações estruturais no data center.

O TJGO opera atualmente com uma sala-cofre no Complexo B, equipada com 11 racks, e um data center em contêiner no prédio das Varas Cíveis, no Parque Lozandes, com 13 racks. Juntas, essas estruturas atendem mais de 15 mil usuários internos e cerca de 280 mil usuários externos, além de suportarem mais de 300 mil requisições por hora.

A sala-cofre do Complexo B, com cerca de 16 anos, deverá ser desativada após a entrada em operação do novo ambiente. O Projudi, sistema de processo judicial eletrônico que reúne aproximadamente 1,3 milhão de processos judiciais ativos, será migrado de maneira planejada e controlada.

Entre os cerca de 90 sistemas previstos para a nova infraestrutura estão o Projudi, o Proad, as ferramentas de inteligência artificial AGAIA e BERNA, soluções de gestão de pessoas e folha de pagamento, portais institucionais e recursos voltados à automação, à produção de relatórios, à elaboração de minutas e à transcrição de audiências.

Implantação e serviços incluídos

O projeto segue requisitos compatíveis com um ambiente de missão crítica e com o padrão Tier III. A configuração permite manutenções programadas sem interrupção dos serviços, por meio da redundância dos componentes críticos. A estrutura também contará com climatização de precisão, proteção contra incêndio, segurança física, automação, telecomunicações e recursos de tecnologia da informação.

O contrato estabelece 245 dias para a implantação. O prazo inclui projetos executivos, fornecimento e instalação dos equipamentos, integração, testes e comissionamento. O escopo também abrange a migração dos equipamentos atuais, o treinamento das equipes e serviços de suporte e manutenção, com peças, plantão técnico e monitoramento remoto 24 horas por dia, sete dias por semana, durante cinco anos.

O valor contratado contempla a solução completa, incluindo a instalação do Data Center Pré-Fabricado Outdoor, videomonitoramento, cabeamento, climatização, adequações elétricas e da subestação, transformadores, grupos geradores, adaptações civis e sistemas de segurança e combate a incêndio.

A empresa responsável é o Consórcio SD-DCTI, formado pela Sodalita Informática e Telecomunicação Ltda., líder do consórcio, e pela Datacriticalti Tecnologia da Informação Ltda.

A escolha do Complexo dos Juizados Especiais considerou a disponibilidade de energia elétrica, o acesso, a logística, a segurança, as intervenções civis necessárias e a economicidade. De acordo com o TJGO, outras áreas avaliadas demandariam adequações de infraestrutura mais complexas e investimentos adicionais.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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