BELÉM — O Museu das Amazônias (MAZ) volta a receber visitantes em seus espaços internos a partir de 3 de novembro, depois de um período dedicado à renovação e à montagem de duas exposições. A programação reúne uma mostra de longa duração e outra temporária, com propostas que articulam arte, ciência, tecnologia, cultura e conhecimentos tradicionais.
Durante a preparação das salas, o museu manteve atividades culturais e educativas gratuitas na área externa. A iniciativa preservou o vínculo do equipamento com a cidade enquanto os novos ambientes eram organizados.
Duas exposições na reabertura
No térreo, “Amazônias no Plural” ocupará cerca de 950 m². A exposição percorre diferentes aspectos da região, desde sua formação geológica até a presença humana, os modos de vida e o uso de recursos naturais. Também entram em foco as manifestações culturais dos povos amazônicos, as mudanças recentes no território e os desafios enfrentados pelo bioma e por suas populações.
No mezanino, “Água, Pantanal, Fogo” terá aproximadamente 500 m². A exposição temporária propõe uma abordagem de temas atuais, voltada à descoberta e à reflexão. Somadas, as duas mostras ocuparão aproximadamente 1.450 m².
A reabertura ocorre no contexto da sucessão das cidades-sede das conferências do clima. O MAZ integra o legado da COP30 para Belém, que sediou o evento em 2025.
Serviço e gestão
A entrada continuará gratuita, mediante retirada antecipada de ingressos pela internet. O museu funcionará de quinta-feira a terça-feira, das 10h às 18h, com acesso permitido até às 17h. Às quartas-feiras, permanecerá fechado para manutenção.
O secretário de Cultura do Pará, Bruno Chagas, afirma que a população deve prestigiar a nova fase e destaca o papel do museu na projeção da cultura e da diversidade das Amazônias no Brasil e no mundo. Para Camila Costa, gerente técnica do MAZ, o espaço inaugura uma nova etapa de relação com a região. “O MAZ foi pensado como um espaço para aproximar diferentes conhecimentos e formas de perceber as Amazônias”, diz.
O museu é um equipamento do Governo do Pará, implementado e gerenciado pelo idg — Instituto de Desenvolvimento e Gestão. Ricardo Piquet, diretor-geral do idg, afirma que o projeto parte do território e se orienta para o futuro.
A iniciativa é da Secretaria de Estado de Cultura do Pará e do Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, com participação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. A concepção e a implementação são do idg e do Museu Paraense Emílio Goeldi.
O projeto tem a Vale como Parceiro Estratégico, apoio financeiro da Finep e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além de patrocínio internacional do CAF — Banco de Desenvolvimento da América Latina. Hydro e New Fortress Energy integram o patrocínio nacional; Ipiranga e Grupo Carrefour são co-patrocinadores. Mercado Livre, Ultracargo e Grupo BID também apoiam a iniciativa.
O idg atua há mais de 20 anos na gestão e no desenvolvimento de projetos culturais, ambientais e educacionais. A instituição administra, entre outros, o Museu do Amanhã, o Museu do Jardim Botânico (RJ), o Museu das Favelas, o programa CultSP PRO, o Paço do Frevo, o Fundo da Mata Atlântica (RJ) e o próprio Museu das Amazônias, em Belém.


