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Legião Urbana guarda registro de “Setor de Diversões Sul” com Renato Russo

Canção sobre Brasília foi gravada no período de “A Tempestade” e permanece sem lançamento oficial, segundo autores de livro sobre o compositor.

Uma gravação de “Setor de Diversões Sul”, com a voz de Renato Russo, permanece inédita no acervo da Legião Urbana. A existência do registro foi mencionada por Carla Cruz e Juscelino Filho em uma live sobre o livro “Renato Russo - Todas as Canções”. Para os autores, trata-se de uma das peças não publicadas mais instigantes ligadas à banda.

A música teria sido produzida durante o período de “A Tempestade ou O Livro dos Dias”, último disco lançado em vida por Renato Russo, em setembro de 1996. Juscelino Filho afirmou que o áudio está em alta qualidade e pode ter sido gravado quando o cantor já estava enfraquecido. Ele também ponderou que o interesse pela faixa não permite antecipar como ela será recebida.

O tema da composição é Brasília. Renato Russo pretendia dedicar uma música à cidade e escolheu como referência o Setor de Diversões Sul, conhecido como Conic, área de bares e circulação artística no centro do plano piloto. Trechos da letra aparecem na biografia “Renato Russo - O Filho da Revolução”, escrita por Carlos Marcelo. A canção também retoma Eduardo e Mônica, personagens que haviam aparecido em “Dois”.

Material ainda guardado

Juscelino Filho disse que existe uma quantidade significativa de conteúdos inéditos em gravações de estúdio e apresentações. O escritor também mencionou uma aproximação recente entre os integrantes remanescentes da Legião Urbana e o herdeiro de Renato Russo durante um festival com Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá.

Questões relacionadas à autoria e aos direitos já impediram lançamentos anteriores, incluindo uma edição comemorativa do primeiro disco da banda que reuniria raridades. “Setor de Diversões Sul” integra um conjunto de cinco canções gravadas pela Legião Urbana que ainda não receberam lançamento oficial. As outras são “1977”, “O Grande Inverno da Rússia”, “Juízo Final” e “Rapazes Católicos”.

Carla Cruz afirmou que a dimensão das lacunas no acervo foi surpreendente. Trinta anos depois da morte de Renato Russo, parte do material continua sem acesso público.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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