Randy Rhoads enfrentava uma pressão crescente para evoluir tecnicamente quando ainda integrava a banda de Ozzy Osbourne. Em entrevista à Total Guitar, em 14 de agosto de 1981, o guitarrista afirmou que precisava controlar melhor sua maneira de tocar e superar a si mesmo, em um período no qual tudo acontecia rapidamente no grupo.
A comparação com Eddie Van Halen aparecia como um incômodo. Rhoads reconhecia a importância do músico, mas dizia não querer competir com ele. “Eddie [Van Halen] é ótimo, mas eu não quero competir com ele”, declarou. Segundo o guitarrista, durante solos ao vivo acabava reproduzindo elementos associados a Van Halen, algo que considerava uma limitação enquanto tentava construir uma identidade própria.
Rhoads também dizia que ainda precisaria de alguns anos para alcançar o nível que desejava. Sua intenção era deixar de recorrer apenas a recursos capazes de impressionar o público e encontrar caminhos que ainda não haviam sido explorados. A busca por esse desenvolvimento estava ligada ao perfeccionismo com que tratava o instrumento.
Uma trajetória interrompida
A carreira de Rhoads foi encerrada em 1982, quando ele tinha 25 anos. Sua passagem pelo Quiet Riot e por Ozzy Osbourne consolidou seu legado entre os guitarristas de heavy metal.
O músico morreu em um acidente aéreo em 19 de março de 1982, menos de um ano depois da entrevista. O tempo que dizia precisar para atingir seu auge técnico não chegou a existir. Rhoads também tinha planos de abandonar a função de guitarrista de Ozzy Osbourne para se dedicar ao estudo de música clássica.


