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Regis Tadeu explica por que Plebe Rude, Inocentes e Nau não avançaram no rock

Crítico relaciona o alcance limitado das bandas ao jabá, a escolhas de repertório, ao descarte de um disco e ao cenário econômico.

Regis Tadeu apontou Plebe Rude, Inocentes e Nau como bandas brasileiras que poderiam ter alcançado públicos maiores. Em uma live, o crítico afirmou que os grupos faziam música acessível e enfrentaram um mercado dos anos 1980 influenciado pelo jabá, que definia a presença de artistas nas rádios.

Plebe Rude e Inocentes aparecem no início da avaliação. Para Tadeu, as duas formações foram injustiçadas por não terem ampliado seus respectivos públicos. No caso da Plebe Rude, ele destacou que a música “Até Quando Esperar” se tornou conhecida por causa de seu riff, embora muitas pessoas que cantam a faixa não saibam identificar a banda responsável.

O crítico também mencionou uma possível autossabotagem. Ao recorrer ao livro de Philippe Seabra, guitarrista e vocalista da Plebe Rude, Tadeu lembrou que o álbum posterior não apresentava uma faixa com apelo radiofônico. O mini LP de estreia, O Concreto Já Rachou, produzido por Herbert Vianna, ultrapassou 200 mil cópias e recebeu uma reedição em vinil pelos 40 anos. Nenhum lançamento seguinte repetiu esse resultado.

O disco perdido do Nau

A história do Nau foi descrita por Tadeu como a que mais o indigna. Ele citou o quarteto paulistano, formado por nomes como Vange Leonel e Zique, e recordou uma apresentação da banda no Guarujá com o baterista Kuki Stolarski.

O segundo disco do grupo, de rock pesado, foi apresentado à gravadora e descartado. Gravado em 1988 no Big Bang Studio, o material permaneceu guardado até 2018, quando foi lançado pela Deck com o título O Álbum Perdido do Nau. A publicação ocorreu quatro anos depois da morte de Vange Leonel.

Tadeu também associou o desempenho comercial do Nau ao momento econômico. A estreia coincidiu com o descongelamento de preços posterior ao Plano Cruzado, quando os discos ficaram mais caros. Em entrevista, Vange afirmou que o álbum vendeu cerca de 15 mil cópias, volume insuficiente para garantir continuidade, enquanto nenhuma outra companhia se dispôs a investir em rock pesado.

A discussão ainda passou por artistas que, embora não agradem ao crítico, construíram carreiras sólidas. Tadeu citou Los Hermanos e Zeca Baleiro, dizendo reconhecer o público e a trajetória conquistados por ambos. Sobre o Los Hermanos, relatou que Marcelo Camelo recusou uma oferta de uma grande empresa para uma volta aos estádios.

O festival Just a Fest foi usado como exemplo do alcance do grupo. De acordo com Tadeu, os ingressos não começaram a ser vendidos até a confirmação do Los Hermanos. A edição paulistana ocorreu em 22 de março de 2009, na Chácara do Jockey, reuniu cerca de 30 mil pessoas e marcou o retorno da banda após dois anos de hiato.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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