O álbum “Vol. 4”, do Black Sabbath, foi usado por Tom G. Warrior como instrumento para aprender guitarra. Em entrevista à The Quietus, o guitarrista e vocalista do Celtic Frost afirmou que o disco transformou sua compreensão da música pesada e o levou a estudar os riffs de Tony Iommi diante do toca-discos.
Lançado em 1972, o quarto trabalho da banda britânica está entre os discos preferidos de Warrior. O músico suíço relatou que nunca havia escutado uma combinação de intensidade e obscuridade semelhante. Para ele, a produção sombria e imperfeita ampliava o mistério do grupo e tornava as faixas ainda mais escuras.
“Era como uma droga – eu não conseguia parar de ouvir”, disse Warrior ao recordar o impacto do álbum. Ele também o classificou como provavelmente o disco de hard rock mais importante de sua vida.
A influência não ficou restrita à escuta. Alguns anos depois do primeiro contato com “Vol. 4”, Warrior começou a aprender guitarra. Ele se sentava diante do toca-discos e tentava desenvolver a própria técnica ao procurar decifrar os riffs executados por Iommi.
A faixa melancólica do disco
“Vol. 4” sucedeu “Master of Reality”, de 1971, e inclui “Changes” entre seus destaques. A faixa apresenta uma faceta de Iommi que, até então, permanecia escondida: seu trabalho no piano. A música também conta com uma interpretação de Ozzy Osbourne descrita por Warrior como emocionante.
Guitarrista e vocalista do Black Sabbath, Iommi aparece, assim, na lembrança de Warrior tanto como referência para o aprendizado técnico quanto como parte de uma obra que ampliou sua percepção sobre a música pesada. O disco também se relaciona à trajetória do Celtic Frost, grupo suíço apontado como um dos precursores do metal extremo.


