Roger Daltrey está em turnê pelos Estados Unidos com sua banda solo e tem apresentação marcada no Brasil. O vocalista se apresenta em São Paulo no dia 21 de novembro, durante o festival Best of Blues and Rock.
Em entrevista à Life Minute TV, Daltrey falou sobre os ensaios do The Who com Zak Starkey, filho de Ringo Starr. O grupo avalia a possibilidade de realizar shows no próximo ano e testa se ainda consegue preservar o alcance vocal e a energia das apresentações. “Nós amamos o Zak, de verdade. Às vezes, a estrada não é gentil com ele”, afirmou o cantor.
A conversa também retomou a trajetória do grupo depois da morte de Keith Moon, em 7 de setembro de 1978. Para Daltrey, a perda do baterista alterou a capacidade de criação que marcava o The Who. A banda, segundo ele, conseguia desenvolver qualquer ideia musical e transformá-la em uma composição, dinâmica que deixou de existir após a morte de Moon.
A sucessão na bateria
Kenney Jones, ex-integrante do Faces, ocupou o posto deixado por Moon. Simon Phillips assumiu a bateria na turnê americana de 1989. Em 1996, Zak Starkey entrou no grupo e permaneceu até ser demitido após um longo processo, no ano passado.
A turnê de despedida pelos Estados Unidos, em 2025, contou com Scott Devours na bateria. Daltrey afirmou que Jones é um músico competente, mas avaliou que um baterista convencional não se ajusta ao The Who. Sobre Starkey, disse que ele se aproxima do estilo de Moon, sem reproduzi-lo.
O vocalista resumiu a transformação da banda após a morte do baterista: “A banda nunca mais foi a mesma coisa desde que o Keith morreu. Não dá para fingir que foi.”


