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A trajetória de “Start Me Up” até virar um clássico dos Rolling Stones

A canção nasceu de uma tentativa de fazer reggae, foi arquivada e quase acabou destruída antes de chegar ao público em 1981.

A trajetória de “Start Me Up” até virar um clássico dos Rolling Stones
Foto: Mark Seliger - Universal Music

A versão de “Start Me Up” que chegou ao público nasceu de uma mudança radical de direção. Keith Richards queria que os Rolling Stones gravassem um single de reggae em 1975, quando o guitarrista estava dedicado ao som jamaicano e procurava uma reinvenção para a banda. A composição surgiu nesse processo, mas a abordagem caribenha não funcionou no estúdio.

O material foi deixado de lado e retomado em diferentes momentos. Quando finalmente assumiu a forma conhecida, a faixa estava distante da proposta inicial: o reggae deu lugar a um riff marcante de Richards e a uma energia associada aos primeiros discos do grupo.

Foi ao ouvir uma das gravações que o produtor Chris Kimsey se empolgou e chamou os integrantes para escutar o resultado. Richards, porém, rejeitou o take. Na lembrança de Kimsey, o guitarrista afirmou que aquilo parecia algo que já tinha ouvido no rádio e determinou: “Wipe it”. A avaliação do produtor é que a reação estava ligada ao desejo de preservar a orientação jamaicana imaginada para a música.

De sobra de estúdio a single

A gravação acabou preservada e reaproveitada em “Tattoo You”, lançado em 1981. O álbum reuniu material remanescente de sessões anteriores, e “Start Me Up” se tornou uma das faixas mais reconhecidas do repertório dos Rolling Stones.

A trajetória da música ocorreu em um período de incertezas para o grupo. Os anos 1970 começaram depois da morte de Brian Jones, e a banda passou parte daquela década como exilada fiscal na França. Após “Sticky Fingers” e “Exile on Main St.”, os Stones já não ocupavam a mesma posição de novidade rebelde do rock, enquanto o glam e o punk ganhavam espaço nas rádios.

Nesse contexto, a faixa ofereceu ao grupo um sucesso de rádio capaz de mantê-lo relevante diante de uma nova geração de bandas. O que Keith Richards considerou familiar demais no estúdio se transformou, depois, em um dos maiores êxitos dos Rolling Stones.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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