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Para Geddy Lee, o baixo deve criar melodias sem perder o ritmo

O músico do Rush encontrou na Motown uma referência para unir função rítmica, contrapontos e linhas de baixo memoráveis.

Para Geddy Lee, o baixo deve criar melodias sem perder o ritmo
Foto: Divulgação

A escolha das notas no baixo pode mudar profundamente o clima de uma música, mesmo quando o ouvinte não identifica conscientemente o que está acontecendo. Essa era uma das ideias centrais de Geddy Lee ao falar sobre seu instrumento e sobre as referências que ajudaram a formar sua maneira de tocar.

Em entrevista à Canadian Musician em 1999, o músico explicou que passou a se interessar menos pela velocidade e pela dificuldade técnica de uma execução. Com o tempo, sua atenção se voltou para a possibilidade de o baixo acrescentar uma segunda melodia à canção, mantendo ao mesmo tempo sua função rítmica.

James Jamerson e as linhas da Motown

A Motown ocupou um lugar importante nesse aprendizado. Geddy citou “My Girl”, dos Temptations, como exemplo de composição em que o baixo participa ativamente da identidade melódica. “Os antigos caras da Motown escreviam melodias maravilhosas, melódicas e contagiosas, que você não conseguia tirar da cabeça”, afirmou.

A admiração se relacionava especialmente a James Jamerson, músico de estúdio que tocou baixo em uma grande quantidade de gravações da gravadora. Anos depois, Geddy o colocaria entre suas principais referências e ressaltaria sua habilidade de conduzir uma música por meio de uma melodia alternativa, sem competir com o vocal.

Da Motown ao Rush

Essa influência não levou o Rush a reproduzir o som da Motown. O que Geddy incorporou foi a ideia de que o baixo poderia preencher espaços normalmente associados a uma segunda guitarra, criar contrapontos e sustentar uma linha própria sem abandonar a marcação rítmica.

A mesma concepção aparece na admiração por Paul McCartney. Geddy não via o Beatle como um instrumentista excepcional em termos puramente técnicos, mas valorizava as partes que ele escrevia para cada música. McCartney, por sua vez, já havia apontado James Jamerson como sua maior influência no baixo.

Para Geddy, a técnica continuava importante, mas a velocidade, sozinha, não bastava. O estudo da melodia aprimoraria o gosto do baixista e permitiria colocar os recursos técnicos a serviço da música. Foi essa perspectiva que ajudou a orientar linhas de baixo capazes de permanecer na memória sem se separar do conjunto da canção.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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