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Vincent Furnier explica a separação entre sua identidade e Alice Cooper

Músico relata como reconheceu a responsabilidade pelos próprios vícios e afirma estar sóbrio há 43 anos.

Vincent Furnier explica a separação entre sua identidade e Alice Cooper

Vincent Furnier afirma ter compreendido que Alice Cooper, seu alter ego, não era responsável por seus problemas com álcool e drogas. O reconhecimento, segundo o músico, foi decisivo para que ele assumisse a própria responsabilidade pelos vícios e mantivesse a sobriedade, condição em que está há 43 anos.

O consumo de álcool chegou a provocar episódios graves. Furnier contou que bebia de forma constante, ainda que se considerasse capaz de preservar um estado de euforia controlada. A situação mudou quando começou a vomitar sangue. Para ele, aquele foi o momento em que percebeu que já não estava no controle.

A droga que mais o prejudicou, porém, foi a cocaína. O músico disse que começou a usá-la depois de ouvir que ela não causaria dependência se fosse fumada. A prática ocorreu no início do crack, que Furnier classificou como a droga que mais vicia e que quase o matou.

A responsabilidade por trás do personagem

Depois de estabilizar as condições físicas, Furnier procurou um psiquiatra. A decisão também veio após Sheryl, sua esposa, ameaçar expulsá-lo de casa. Em uma conversa, o profissional perguntou quanto ele bebia no palco e no estúdio. Como Furnier respondeu que não bebia em nenhuma dessas situações, o psiquiatra concluiu: “Então o problema não é o Alice. É você”.

A observação levou o músico a abandonar a ideia de atribuir ao personagem a culpa por seus atos. Alice Cooper, afirmou, era uma figura conveniente para receber essa responsabilidade, enquanto o problema estava em Vincent Furnier.

A experiência também o levou a distinguir profissão e identidade. Furnier argumenta que ser carpinteiro ou engenheiro descreve o trabalho exercido, não define quem a pessoa é. Para ele, Alice Cooper representa o que faz para ganhar a vida, mas não sua identidade. Com essa separação, diz conseguir interpretar o personagem com mais leveza e se divertir no palco.

A autobiografia Devil on My Shoulder, escrita por Vincent Furnier e Alice Cooper, será lançada em inglês em 8 de outubro. O livro promete abordar como as duas personas se completam e apresentar os aspectos positivos e negativos dessa relação.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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